Bem-Vindo ao Blog A AutoCura para os Transtornos Alimentares

Construi este blog para estender a mão para as pessoas que sofrem com algum tipo de distúrbio alimentar. Posso afirmar que se trata de postagens de auto-ajuda, de muita auto-ajuda. Neste blog você encontrará muitas mensagens escritas por mim, e muitas outras de varios autores, cujas idéias me identifiquei. Caso eu publique algum texto ou imagem sua e você não quer que seja compartilhada, por favor entre em contato que imediatamente a retirarei, mas saiba que só publiquei porque gostei muito. Tenho muito o que dizer para você que sofre (e sei que é muito) com essa guerra com a balança e com os alimentos.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O MANUAL DE INSTRUÇÕES QUE VOCÊ DEVERIA TER RECEBIDO AO NASCER

Olá amigos!!

O título desta postagem é justamente o nome de um livro de metafisica escrito por Joe Vitale (um dos protagonistas do filme "O Segredo", autor de muitos livros, entre eles o famoso "Limite Zero"), o qual escolhi para postar um trecho. Esse livro é fantástico, tem uma linguagem simples, como se diz: é gostoso de ler. Há várias partes dentro de um mesmo capítulo escritas por outras pessoas. Em uma delas encontrei um texto muito interessante, o qual coloquei em prática a ideia sugerida. Não preciso dizer pra vocês que foi justamente para me ajudar no tratamento da Compulsão Alimentar, em que tive bastante êxito. Ainda hoje, procuro fazer esse exercício, não mais para emagrecer, mas para resolver qualquer probleminha que possa prejudicar minha autoestima.

Sendo assim, desejo a todos uma boa leitura!! bjs



"RECUPERE SUA AUTOESTIMA: TRANSFORME SUA FALA DE NEGATIVA EM POSITIVA"

Dr. Joe Rubino

“Como seres humanos, todos somos magníficos por natureza. Possuímos a habilidadede superar obstáculos, atingir realizações significativas, honrar nossos valores mais importantes, reter felicidade e contribuir com nossos presentes únicos e especiais para com os outros. Em resumo, podemos assumir a responsabilidade de fazer nossas vidas funcionar otimamente. No decorrer dos desafios da vida, infelizmente, perdemos esses fatos de vista. A partir do nascimento e continuando ao longo de nossas vidas, enfrentamos incontáveis experiências que podem aperfeiçoar nossa autoestima ou acabar com ela. O processo de diminuir nossa autoestima começa com uma simples observação que, de alguma forma, nao medimos. De alguma maneira, nos julgamos diferentes e deficientes. Decidimos que nao pertencemos a lugar algum. A partir desse ponto, nossas vidas se desdobram de acordo com nossas expectativas, as quais se relacionam diretamente como nos sentimos sobre nós mesmos. Seja que merecemos todas as coisas que a vida pode nos oferecer, ou que merecemos dor e sofrimento, por causa de nossa falta de valor. Quando nos julgamos com dureza, diminuímos nossa capacidade de merecer amor e atingir o sucesso e abundância. Enquanto nossa autoestima continua a diminuir insidiosamente, nos vemos incapazes de direcionar de maneira produtiva nossas vidas e boa sorte. A chave para reverter o processo de dúvida em relaçao a nós mesmos está em criarmos poderosas interpretações das coisas que os outros dizem ou fazem, em vez de interpretações negativas que nos censurm ou alimentam sentimentos de inadequabilidade. Com frequência, também confundimos o que realmente é dito ou feito com o significado pessoal que atribuímos a essas ocorrências. Aqueles que sofrem de baixa autoestima compartilham uma tendência maior de assumir os significados negativos nos acontecimentos da vida. Os significados têm conotações pessoais negativas, mesmo quando nenhuma foi pretendida ou existia. Essas interpretaçoes prejudiciais disparam imediatamente raiva, tristeza ou medo. Ainda que detestemos sentir essas emoções, criamos a todo instante explicações de acontecimentos que nos deixam com esses sentimentos. Quanto maiores as emoções se tornam, maior a nossa tendência de atribuir conotações erradas às situações. Quanto mais o fazemos, mais nossa autoestima se corrói. A boa nova é que qualquer pessoa pode aprender um novo comportamento para anexar significado positivo ou neutro às coisas que são ditas ou feitas, substituindo as típicas implicações negativas. O primeiro passo requer desenvolver a habilidade de distinguir os fatos das interpretações que lhes atribuímos. Isso é especialmente útil durante ocasiões de estresse e aborrecimento, quando as emoçoes de raiva, tristeza ou medo estão presentes. Como uma bandeira vermelha, essas emoções nos avisam que estamos confundindo fatos com interpretações, disparando a fala negativa que corrói nossa autoestima. Vamos examinar a fala destrutiva em detalhes. Imagine sua fala negativa como um personagem cínica que gruda em seu ombro, que chamaremos de Chip. É importante distinguir a aviltante voz do Chip como uma entidade separada de fora e a partir de você mesmo. É importante distinguir entre o conselho pessimista de Chip e a orientação sábia de sua intuição e consciência. Chip pode ter a mente individualizada, mas não muito valioso em defender sua superioridade ou fazê-lo sentir-se melhor sobre si mesmo. O trabalho dele é mantê-lo sem importância e protegê-lo de riscos de ficar tentando fazer o melhor e tornar-se valioso. Ele faz o possível para sussurrar bobagens em seu ouvido, levando-o a sentir-se mal sobre quem você é. Isso faz com que você se afaste de suas necessidades e sonhos, evitando novas situações e se distanciando de sua verdadeira magnitude, além de se achar pouco valioso. Chip gosta quando você se torna uma vítima, pois isso facilita seu trabalho. Vítimas não pertencem a lugar algum, nao se arriscam fora de sua zona de conforto, ou aspiram quaisquer grandes realizações. Elas vivem em um mundo marcado por resignação, um mundo que as exclui como nao boas o bastante para brincar. Chip pode levá-lo a acreditar, erroneamente, que é mais seguro se esconder, desistir de tentar e desistir do que começar, ou de ir para o ouro. Ele fará com que você acredite que, de fato, é melhor ficar em segurança, evitar risco e possível falha. Ele é rápido em mostrar todos os motivos pelos quais você deve sentir-se mal sobre quem é. Ele prefere que você acredite nas colocações dele, para que não pense que vale o bastante para se arriscar em novas aventuras, encontrando sucesso ou liberdade. Se você nao tentar, não pode falhar e, assim, Chip o terá protegido da possibilidade desagradável. Ele sabe que, ouvindo sua orientação, você poderá deturpar seus relacionamentos e sabotar seu sucesso. Chip tambem é o mestre da culpa, levando você a se culpar repetidamente. Chip pode dizer que sua vida não é tão ruim se vivida calmamente, sem o estresse que acompanha a necessidade de conquistar grandes coisas. Talvez você pense que não está vivendo todos os extremos ruins, agindo pequeno e abaixo de seu potencial. Em qualquer cenário, Chip consegue espalhar sua autoestima e fazê-lo se resignar em nunca ser bom o bastante, confundindo sua habilidade de separar o que aconteceu de suas interpretações. Recuperar sua autoestima resultará de sua capacidade de reconhecer quando Chip está falando suas bobagens e perceber que seu mau conselho não apóia sua superioridade, felicidade ou magnitude. Reconheça que esses pensamentos não são verdadeiros e não apóiam a sua felicidade. Saiba que você não precisa ouvi-lo. A maneira mais eficiente de silenciar o Chip é lhe dizer para calar a boca e sumir! (quantas vezes forem necessárias). Você precisa  ser tão forte em silenciar esse falador cínico, quanto ele é diminuindo-o continuamente. Sua capacidade de discernir entre a voz depreciativa dominante e o suave conselho inteligente de sua intuição ajudará sua autoestima a prosperar.”

terça-feira, 7 de junho de 2011

Morrer de fome para ficar magro


Jillian Sawers

Doenças como a compulsão alimentar, bulimia e anorexia estão começando cada vez mais cedo. Essas doenças podem assombrar um indivíduo durante muito tempo de sua vida.  Não há modo de medir os danos à autoestima, à saúde, ao sucesso e à felicidade de milhões de pessoas.
 

O mito da beleza

Não é coincidência que o número de pessoas afetadas por algum tipo de distúrbio alimentar esteja subindo nitidamente e correndo em paralelo com o aumento da pornografia da beleza. Você pode nunca ter ouvido esse termo, mas pode ter-se dado conta cada vez mais de sua presença. Lembra quando, não faz muito tempo, as capas das revistas femininas eram estampadas com o rosto de uma ou outra linda modelo? De repente, parece que a norma tornou-se não só mostrar a parte superior das modelos, mas muito freqüentemente elas agora estão com os seios de fora. Ontem mesmo eu folheava uma revista numa sala de espera, e reparei numa propaganda que uma jovem modelo estava promovendo. Em todas as sete imagens ela aparecia quase totalmente nua. O que estava ela promovendo? 

Em seu livro mais importante, o Mito da Beleza, Nomi Wolf capturou a essência da mais poderosa ilusão que penetrou na sociedade moderna – se você não estiver bonito não poderá ter sucesso ou ser felizO mito da beleza prende a mulher em um ciclo de limitações de auto-ódio e auto-imposição obtidas pelo consumo diário de centenas de imagens de jovens mulheres prósperas, impossivelmente belas, magras e aparentemente felizes. O mito nos fala que nós também poderemos "ter de tudo" somente se investirmos bastante tempo, energia, força de vontade e, é claro, dinheiro para alcançar tudo isso. Cada produto de beleza contido naquela revista estava associado com formas femininas esbeltas, atraentes, nuas. Para ‘ela’ representa os sonhos de beleza de milhões de mulheres, e os sonhos de milhões em renda para os fabricantes de produtos de beleza, dietas, cirurgia plástica e academias de ginástica. Não há razão para lutar contra a irresponsabilidade dos publicitários e fabricantes, por que eles mesmos não sabem o que estão fazendo. Suas evasivas a essa questão podem ser ouvidas na reivindicação de seus clichês: “Nós estamos somente vendendo o que as mulheres realmente querem”. Mas em nossa busca por auto-estima, por um senso real de identidade e propósito na vida, precisamos reconhecer a influência poderosa da mídia moldando nossa consciência, desejos e comportamento. Talvez esse seja o primeiro passo no processo curativo. 

Um passeio por um importante museu ou galeria de arte revelará uma gama extensiva de normas de beleza, de acordo com a cultura e o período do tempo. Dentro do século XX, vimos a popularidade do tipo garoto como figura dos anos 20, o voluptuoso ideal de Marilyn Monroe dos anos 50, seguido pelo ideal pré-adolescente de Twiggy nos anos 60. Os paradigmas continuam mudando. Mas parece que a magreza veio para ficar. E essa é uma meta que precisa mais do que uma aplicação de maquiagem e um novo cabelo para se alcançar. 
 

Inimigo público número um – a dieta!

 Quando alguém embarca numa dieta, não é tão simples como restringir a ingestão de comida, perder peso, manter peso. Quando entramos nesse mundo misterioso da dieta, entramos em um sonho, uma promessa, mantida por um conjunto elaborado de rituais.   
           Aquele que faz dieta começa a investir sua energia mental numa batalha contra si mesmo para atingir um peso, que ele conscientemente ou subconscientemente sente que trará a ele confiança, estilo, amor, sucesso e aceitação de seus desejos, uma batalha que a maioria nunca ganha. Estatísticas revelam que 97% recuperam o peso perdido do início da dieta, e até um pouco mais. Claro que nós nunca poderíamos concluir que dietas não funcionam.

Assim que alguém decide começar a restringir a ingestão de comida para perder peso, forças psicológicas e fisiológicas poderosas entram em jogo. Naomi Wolf reconta uma experiência fascinante que aconteceu na Universidade de Minnesota. Foram colocados trinta e seis voluntários em uma dieta de baixa caloria e os efeitos psicológicos e físicos foram documentados cuidadosamente. O grupo de controle era jovem e saudável, mostrando níveis altos de confiança, força, estabilidade emocional e boa habilidade intelectual. Eles começaram um período de seis meses no qual a ingestão de comida foi reduzida pela metade – uma típica técnica de redução de peso para mulheres.  Em pouco tempo o grupo começou a exibir sintomas clássicos de desordens alimentares: coleta de receitas, estocagem de comida, perturbação emocional, bebedeiras, vômitos e remorso. Alguns ficaram apavorados ao cogitarem sair fora do ambiente da experiência, por poderem ser tentados por comidas que eles tinham concordado em não comer.

  O rebelde interno


Primeiramente, o corpo é magnificamente equipado para evitar a fome e, aos primeiros sinais de eminente escassez, reduzirá a velocidade do metabolismo para armazenar gordura por mais algum tempo. Depois de certo tempo, o apetite aumentará dramaticamente a fim de incitar o consumo de comida necessária para sustentar a vida. Assim, aquele que faz dieta tem que trabalhar mais e mais contra os mecanismos naturais do corpo no intuito de perder e manter o peso perdido. Em nível psicológico, eu só posso ignorar o meu apetite no intuito de atingir o ideal aceitável durante um período restrito de tempo. Por fim, uma maravilhosa magia psicológica acontece. O rebelde dentro de mim, cansado de se conformar, que quer ser aceito como quem realmente é, não um ideal imposto, começa a descarregar os estragos de seu mais bem traçado plano para emagrecer. Como uma criança que precisa de um forte motivo para tornar-se bom, em lugar de apenas ter medo ou esperar recompensa dos pais para evitar o mau, o meu eu mais profundo se rebela contra a superficialidade de minha motivação. Já não agüentará mais a fome a fim de parecer bom para o mundo.  Não mudar de opinião o levará à geladeira. Normalmente, ir atrás de comida não traz de volta os seus hábitos alimentares normais; mais freqüentemente transforma-se num exagero, seguido por outra dieta de repetição, exagero, dieta, exagero. Quando você diz para alguém que ele(a) não pode ter algo que está na sua frente, isso produz um desejo forte e natural para ter aquela coisa. Essa é a razão por que uma mentalidade de dieta produz obsessões de comida e, por fim, quando a vontade é superada, há exageros. Toda vez que uma dieta é retomada, fica mais difícil perder peso, pois o metabolismo torna-se menos eficiente. 
 
Embora a futilidade da dieta pareça ser óbvia, não é tão fácil renunciar à sua isca poderosa. Durante anos tem sido assegurada a promessa de um futuro luminoso, e de se evitar dores presentes. Porém, embora dietas nos mantivessem num padrão de estar sob controle, ou então, completamente descontrolados, nós tememos que se fôssemos desistir de tentar nos controlar, então, estaríamos fora de controle para sempre, e quem sabe quão gordo poderíamos nos tornar como resultado. 
 

Largando a dieta


É importante lembrar que, uma vez que sua mente e corpo estejam convencidos de que a privação não está à espreita, eles começarão a relaxar e achar o seu próprio ritmo natural. Assim, o primeiro passo é se dar permissão de comer e desfrutar qualquer comida que você deseje. Se esse pensamento por si só provocar muito medo em seu coração, então, esse é definitivamente o conselho para você. Quanto mais nós temermos a comida, mais ela nos controlará. Temos de enfrentar esse medo mantendo uma gama extensiva de comidas disponíveis para nós o tempo todo, mais do que poderíamos comer em uma ou até mesmo em duas refeições. Isso ajuda a convencer nossa mente de que a comida não vai embora, e assim você não precisa comer tudo o que conseguir. Se isso ainda soar ilógico, pense na última vez em que você exagerou em chocolates ou sorvetes. Será que você comeu meia barra, dobrou a embalagem nitidamente e a devolveu ao armário para uma data posterior? É mais do que provável que você terminou com tudo, e que comeu mais qualquer outra coisa doce que pôde encontrar. Agora, imagine que você esteja em frente a um armário tão cheio que você nunca será capaz de terminar com tudo, que em algum momento você terá que dizer “basta!”, e você poderá fazer isso, pois sabe que tudo ainda estará lá mais tarde. Você pode em princípio se achar comendo quantias enormes de comida, mas no fim começará a dizer “basta” de maneira bem mais freqüente e mais cedo. Se você acha que seu exagero não começa a diminuir após um longo período, pode ser que você ainda esteja tratando essa nova abordagem como outra dieta, e se isso não funcionar, você voltará para a dieta. Se esse é o caso, seu subconsciente não acreditará que a escassez não a está rondando, e ainda desejará festejar por via das dúvidas. 
 
É altamente recomendado que você jogue fora, ou pelo menos guarde, suas balanças, de forma a que não se apavore nem se apresse a ir atrás do conforto de uma dieta ou, igualmente importante, se começar a perder peso, seja fatal para fundamentar sua felicidade. Você precisa se livrar de ter sua felicidade ditada por esses pequenos números na balança.   
Também é importante que você comece fazendo todas as coisas que sonhava em fazer quando alcançasse o seu tamanho de manequim perfeito. Nadando, usando roupas agradáveis, solicitando um emprego novo, ou criando relações novas; se você adia essa vivência para quando estiver esbelto, então, nunca será esbelto e nunca começará a viver. Evite leituras de revistas femininas durante algum tempo. Elas só ativam comparações, baixa-estima e ainda outra dieta.   

Comendo para superar o comer muito

Obviamente, você não pode esperar comer tudo o que vê e ainda perder peso. Mas o primeiro passo assustador no processo de cura é começar aceitando o seu corpo como é agora, entendendo as razões por detrás de sua inabilidade para perder peso, e ser mais leve com você. Relaxar, afinal. Por fim, temos de curar padrões negativos de alimentação substituindo-os com bons. Isso envolve escutar cuidadosamente o seu interior para distinguir se o desejo por comer é uma fome física saudável ou espiritual, fome emocional ou mental. Pode demandar algum treino para fazer a distinção claramente, porque para aqueles a quem a fome é freqüentemente a última razão para comer, o sinal para a fome genuína pode ser muito sutil. Uma vez que você reconheceu que seu corpo precisa de comida, precisa perguntar para a sua intuição o que satisfaria essa fome. Listas de comidas especiais e exigências de calorias freqüentemente retiram de nós a incrível sabedoria de nosso corpo, em saber o que de fato ele precisa. Se não satisfizermos essa necessidade, poderemos comer muito mais do que queremos no intuito de preencher essa necessidade. O ato de respeitar a fome, em lugar de negá-la ou reprimi-la, e então comer o que é necessário, é um grande ato de amor-próprio. O prazer de comer a partir de um apetite real e comer o que o corpo realmente requer contém um cuidado e doçura que, por fim, tornam a experiência de comer de maneira mecânica e viciadora – onde a pessoa nem mesmo saboreia a comida que come – parecer uma experiência vazia.
 

Regras para comer


1.  Esqueça das regras. Pelo menos as regras que o mantiveram contando toda porção de comida e fazendo você sentir-se culpado por quebrá-las. 
2. Verifique se você realmente tem fome. 
3. Se estiver faminto, pergunte-se o que você realmente tem vontade de comer. 
4. Se você perceber que não tem fome, mas ainda quer comer, reconheça que ficará confortável ao comer, e pergunte-se o que realmente gostaria de comer.  5. Faça da refeição uma ocasião, desfrute cada garfada. 
6. Se você está confortável comendo, não se sinta culpado depois. 
7. Tente descobrir o que ativou a necessidade para essa satisfação em comer e veja se você pode achar um modo mais apropriado de lidar com isso no futuro. 
 


Enfrentando os sentimentos


Há numerosos gatilhos que podem mandar um comedor compulsivo à geladeira. Solidão, chateação, excitação, celebrações, nervosismo, rejeição, e assim por diante. Nós podemos abusar do comer para impedir esses sentimentos desagradáveis de dois modos. Primeiro, enquanto estamos comendo, nossa mente ocupada breca esses sentimentos. Segundo, depois do exagero, posso então ocupar minha mente com sentimentos ruins para mim mesmo, e para o peso que eu estou ganhando. O medo original ou o problema que estava me preocupando foi transferido agora para a minha vontade de comer e meu problema de peso. E eu sinto que se obtivesse vitória quanto ao meu peso, tudo em minha vida estaria perfeito. As pessoas frequentemente se sentem desapontadas diante da perda de peso, em achar que suas vidas não tiveram grandes melhoras. Como parte da cura de padrões de alimentação negativos, é vital que nós nos tornemos mais sensíveis e simpatizantes ao estado de nossas emoções. Manter um diário de suas emoções e padrões de alimentação pode ser útil, assim como observar seus sentimentos em horários diferentes com pessoas diferentes. Por exemplo, uma visita a casas de familiares pode ativar velhos  sentimentos e padrões alimentares por causa de alguma ansiedade não resolvida ou recordações de nossa infância ou pais. Respirar profundamente, relaxar conscientemente e comer lentamente podem nos ajudar a enfrentar esses sentimentos, ao invés de fugir deles.
 

Satisfazendo a fome espiritual

No final das contas, superar o exagero na comida é um processo para o qual nós precisamos utilizar profundamente nossa ação interna de paciência e amor-próprioAo invés de colocar bobagens, na forma de comida, em nossas bocas, devemos sempre perguntar a nós mesmos qual é a real necessidade, o que realmente queremos? O desejo de comer demais é simplesmente a nossa criança interna chamando um pouco de atenção.  Essa atenção pode envolver nossas perguntas do eu interno como, “Como estou me sentindo? O que desejo? A comida me dará o que quero? Essa fome é física ou emocional? Do que a alma precisa? O que eu, a alma, preciso experimentar ou expressar?”
A procura por satisfazer essa fome real interna é espiritual e a bênção escondida em qualquer vício é que nos força a redescobrir o nosso eu, nossa verdadeira identidade e nossa verdadeira beleza interior. Isso é especialmente pertinente aos distúrbios alimentares por causa de nossa obsessão com a imagem do corpo e a sensação da comida. A prática da meditação é extremamente vital para aprender a amar e a entender o eu e, por fim, transformar o condicionamento negativo. Uma das descobertas que a meditação faz é a diferença entre o “eu espiritual”, o ser interno, e o corpo que eu habito, como uma roupa. Em vez de precisar de beleza externa para me fazer sentir valioso, eu experimento minha real beleza interna e força, e desenvolvo um forte senso de valor próprio. Eu me vejo mantendo meu corpo com um senso de amor e responsabilidade por mim, ao invés de usar o corpo para buscar atenção e satisfação. A meditação também pode nos ajudar a descobrir um senso mais profundo de nosso propósito na vida, nos livrando de mais preocupações mundanas e problemas. Escrever afirmações baseadas no conceito do eu espiritual, amando e cuidando do corpo físico, pode fazer maravilhas. É como reprogramar velhos padrões de pensamento subconscientes com esforço mínimo. Você pode escrever essas afirmações, pode falar ou pode fazer ambos simultaneamente. Eu poderia sugerir vinte e cinco afirmações pela manhã e vinte e cinco à noite – experimente por conta própria. As afirmações seguintes são algumas de minhas favoritas.

• Eu tenho um corpo vibrante e saudável que trato respeitosamente. 
• Eu trato meu precioso corpo com carinho e cuidado. 
• Eu sou uma alma contente que trata meu corpo com bondade e respeito. 
• Eu sou uma deusa que reside em meu templo sagrado com dignidade e paz.
 

Sucesso de longo prazo


A viagem de volta para o bem-estar físico, emocional, mental e espiritual é de uma vida inteira, e um grande teste de paciência para aqueles dentre nós que estão viciados na experiência do hábito estrondoso da dieta. Como um kit de sobrevivência, pode ser bom para você manter os seguintes lembretes à mão:


O que pode ajudar?

 • Entender que você não é anormal ou louco, apenas compulsivo. 
• Encontrar novos modos para se expressar. 
• Largar o açúcar – sim, açúcar é uma substância viciadora – e deixar esse hábito freqüentemente pode reduzir os exageros em torno de 90%! 
• Aprender mais sobre a interação entre comida, corpo e        emoções. 
• Exercícios moderados.  • Usar roupas confortáveis nas quais você se sente bem. 
• Desenvolver um sistema de apoio para você. 
• Manter um diário. 
• Fazer afirmações diariamente e meditar regularmente
 
O que não ajuda?


 • Ir a médicos, terapeutas e psicólogos que não sejam especializados na área de distúrbios alimentares.  • Fazer dieta, vomitar, tomar pílulas para dieta, bebidas, laxantes.  • Preocupar-se constantemente com seu peso ou comida. 
• Pesar-se. 
• Ler mensalmente revistas de moda
• E criar para si mesmo um momento difícil em relação a qualquer coisa! 




sexta-feira, 20 de maio de 2011

Atitude Corajosa e Atitude Inovadora

Por Jael Klein Coaracy

Uma atitude corajosa é olhar para dentro de você mesmo e perceber a sua luz e a sua sombra, consciente de que o trabalho da autotransformação é único e intransferível e que você é responsável pela sua felicidade.
Uma atitude corajosa é procurar a lição de cada experiência vivida, consciente de que não existem vítimas ou algozes. De que somos nós os autores de nossas vidas e que temos o poder de transformar as nossas experiências passadas na ponte para o futuro que se deseja.
Uma atitude corajosa é estar disposto a abrir mão do passado para construir no presente a vida que se deseja. É ter a coragem de reconhecer que o ressentimento, a mágoa, a raiva podem ser transformados pelo perdão que cura.
É assumir as rédeas da própria vida com humildade e amor, descobrindo que, muitas vezes, a coragem está em reconhecer as próprias limitações e pedir ajuda.
Uma atitude corajosa é quando você se dá conta de que não deseja repetir os antigos padrões, rompe com eles e aprende novos comportamentos.
Uma atitude corajosa é derrubar as barreiras construídas para se defender do amor. É abrir o coração assumindo os riscos de amar e de se entregar. É ir ao mais profundo de você mesmo e se perguntar quais os valores que norteiam a sua vida e qual é a sua missão no mundo. Aquilo que só você poderá fazer do seu modo único e especial.
Uma atitude corajosa é assumir o compromisso do autoconhecimento, consciente de que as grandes transformações ocorrem de forma microscópica. É buscar, a cada dia, tornar-se a melhor pessoa que você puder ser, aprendendo que a felicidade se encontra no processo e buscá-la.


Você toma uma atitude inovadora, quando rompe com velhos padrões de comportamento e se dispõe a experimentar o novo, abandonando crenças e limitações para correr riscos e descobrir até onde pode ir.
Você toma uma atitude inovadora, quando confia no fluxo da vida e percebe que, não importam os resultados obtidos, sempre vale a pena seguir na direção dos seus sonhos.
Você toma uma atitude inovadora, quando aprende que a própria vida responde às questões que a ela são dirigidas, mas que é preciso saber olhar para ver. E descobre que todo problema tem solução e que há sempre um modo de dar a volta por cima.
Você toma uma atitude inovadora quando desafia a sua zona de conforto e amplia a sua área de ação com coragem para assumir a responsabilidade dos seus atos. E segue adiante sem se omitir diante da vida.
Você toma uma atitude inovadora quando é capaz de se olhar no espelho e descobrir que a cada dia você se torna um pouco melhor. Quando aprende que a vida é uma descoberta contínua e que essa é a maior aventura.
A motivação é o segredo do entusiasmo. É o aditivo que faz da vontade uma força que não se deixa intimidar.

A falta de motivação tem sido a causa de talentos que se perdem, diamantes que permanecem no fundo da terra, em estado bruto, privando o mundo do seu esplendor.
Uma pessoa motivada não abre espaço para pensamentos de derrota, não se deixa desanimar pelo pessimismo, nem se influenciar pelo que os outros pensam. Sabe que algo só é impossível até que alguém o torne possível.

A pessoa motivada não se detém diante das dificuldades. Por isso, responde de uma forma completamente diferente a uma situação de stress do que outra, desmotivada.
Situações adversas são encaradas como temporárias e estimulam a pessoa motivada a encontrar respostas aos desafios que surgem. É a motivação que permite que alguém trabalhe horas a fio sem sentir cansaço, que faz com que o atleta persista no treinamento mesmo com os pés feridos. É o que leva uma pessoa a superar seus limites obstinadamente, como se estivesse sob o efeito de uma substância poderosa e irresistível, transformando o processo de conquistar um objetivo numa aventura maravilhosa.
Em contrapartida, alguém desanimado e descrente do próprio poder pode ter uma noção do seu potencial, mas não encontra forças para fazer algo dele.
Uma vez que tenha definido o que deseja, ninguém mais, sem o seu consentimento, terá poder para afastá-lo da sua meta. Mas, a não ser que esteja determinado a ultrapassar obstáculos, superar dificuldades e prosseguir, correrá o risco de desistir na primeira curva do caminho.
Embora seja bom receber apoio, a sua força está na própria capacidade de se auto-motivar.
Aquele que desiste antes de conseguir, em geral, mantém a mente nas dificuldades e dá lugar ao medo e permitindo que outras pessoas ou circunstâncias o desanimem.
Pessoas que aprendem a se auto- motivar não andam em companhia de gente derrotista. Mantém-se afastadas dos que têm o hábito de se lamentar e culpar o mundo pelo que não deu certo em suas vidas.
A pessoa auto-motivada se visualiza vencendo, mesmo diante das derrotas temporárias, e termina por vencer no final. Em vez de dar ouvidos aqueles que vêem dificuldade em tudo, buscam exemplos de pessoas que superaram limites e realizaram seus projetos. Escolhem com cuidado aquilo o que permitem entrar em sua mente. De leituras a programas de tv. Recusam-se a ouvir conversas negativas e não permitem que sua mente se detenha em comentários pessimistas ou maldosos.Quem sabe se motivar mantém a energia elevada e constrói a sua fórmula de sucesso: única, pessoal e intransferível.


quarta-feira, 20 de abril de 2011

FRENTE A FRENTE COM O INIMIGO - COMPULSÃO ALIMENTAR

Os textos abaixo são da autoria de  Marco Antonio De Tommaso

Boa leitura a todos!!



FRENTE A FRENTE COM O INIMIGO - COMPULSÃO ALIMENTAR


GULA X COMPULSÃO ALIMENTAR

Gula é aquela bola de sorvete a mais, uma tentação que todos podem se permitir, de vez em quando. Já a compulsão é puro descontrole. “A pessoa não mastiga direito, nem sente o gosto do que está comendo. O binge não é prazeroso”, explica a psicanalista. Movido por questões emocionais e não por fome, o compulsivo está tentando engolir outros problemas. Em geral, não se satisfaz e tem a impressão de ser um saco sem fundo; come para aliviar a angústia e, na maioria das vezes, prefere os doces. “Compulsão é quando encobrimos nossa ansiedade, frustração, medo, euforia ou tensão com uma camada de chantilly”, diz Marcelo Kessler, assistente social especializado no tratamento da obesidade e um dos autores do livro “Emagreça Mudando o Corpo e a Cabeça” (Editora Record, 158 págs.).

FEBRE DE CHOCOLATE
O leite condensado é um dos principais alvos de ataque na hora da compulsão, mas o chocolate em forma de bolos, bombons ou barras é imbatível. "Chocolate alivia a depressão, porque estimula a produção de serotonina, substância do cérebro ligada à sensação de prazer", explica Eliana Raposo T. Mendes, psicanalista especializada em distúrbios alimentares, de São Paulo. Quando cede a essa compulsão a pessoa exagera na dose e raramente mistura alimentos diferentes. Na prática, a maioria só come doces.
Esse transtorno pode ser a ponta de um grande iceberg, a depressão, envolvendo uma série de aspectos emocionais e fisiológicos. Isso explica por que algumas pessoas são vítimas da compulsão alimentar em determinadas situações de vida e prova que não basta mudar o cardápio, tem de tratar da ansiedade. “É preciso aprender a lidar com ela: na terapia, a pessoa vai identificar os conflitos que detonam esse comportamento compulsivo e pode conquistar autonomia em relação à sua própria ansiedade, sem ficar à mercê da compulsão”, explica Eliana.
Segundo o psiquiatra Adriano Segal, também há que se levar em conta os motivos fisiológicos - os regimes repetidos e os muito restritivos também podem provocar o transtorno. “Dietas milagrosas e desequilibradas do ponto de vista nutricional somadas a hábitos errados, como jejuns de mais de quatro horas de duração, favorecem o aparecimento do “binge”, diz o médico, defensor da reeducação alimentar como o primeiro passo do tratamento.
Binge: comer compulsivo

COMPULSÃO POR CHOCOLATE E DOCES (“CRAVING”)


Uma das alterações de comportamento alimentar que mais atrapalham o processo de emagrecimento é a “necessidade” relatada pelos pacientes por chocolate ou doces. Tecnicamente, essa “vontade” é conhecida por CRAVING, em analogia à busca ansiosa por uma substancia em particular.
É caracterizado por um ataque súbito, irresistível para comer com urgência um alimento em particular, fora das refeições, habitualmente chocolate, doces, sorvete ou outros alimentos ricos em carboidratos e gorduras. A pessoa sente grande ansiedade e vontade irrefreável de ingerir aquele alimento. Ao fazê-lo, obtém alivio momentâneo e, se estiver em processo de emagrecimento, esse breve alivio é seguido de culpa, que reforça a ansiedade, que leva a comer de novo, em círculos viciosos. O CRAVING deve ser visto do ponto de vista físico e psicológico. Grande parte das calorias do chocolate provém de carboidratos, que interfere na produção de serotonina, neurotransmissor que modula o sistema nervoso. Outra porção provém da gordura, que elevaria os níveis de endorfina, substância que produz prazer e alivia a tensão. Além da presença de cafeína e da teobromina (componente do cacau), o chocolate contém feniletilamina, que eleva a produção de endorfina.
Só que essa reação bioquímica é imediata e se processa com pequenas quantidades de chocolate. Se a pessoa está em processo de emagrecimento, provém a culpa e a ansiedade como conseqüência de ter comido, a sensação de descontrole, o medo de “ter estragado tudo” e esse novo desconforto leva a um ato compulsivo.
A maioria das pessoas associa o chocolate, os doces, sorvetes a momentos felizes de suas vidas e, em situações de desconforto interno, ansiedade, stress ou depressão pode voltar-se automaticamente para esse lenitivo. O alimento, desde a mais tenra idade, constitui o primeiro ansiolítico e antidepressivo . Quando o bebe chora, esperneia por fome, raiva, dor ou o que quer que seja, é tratado com leite materno ou mamadeira, mais acalanto e calor do corpo da mãe. Essa associação cria um “atalho” cerebral a nível emocional muito precoce e poderosa (não esqueçamos que no período de amamentação o cérebro emocional está formado, mas o racional ainda não) e que poderá ser indevidamente disparada, movida, talvez, por fragmentos de estímulos, longinquamente semelhantes à situação original, e dos quais não temos acesso racional. Estímulos internos subliminares de desconforto levam a esses alimentos que aliviam provisoriamente esse mal estar e “solidificam” essa antiga associação. Alguns “chocólatras” que necessitam emagrecer entram em depressão quando o chocolate é suprimido e abandonam a dieta, razão pela quais muitas nutricionistas incluem pequenas porções na reeducação alimentar.
CARACTERÍSTICAS DE COMPORTAMENTO DAS PESSOAS COM TRANSTORNOS ALIMENTARES
Habitualmente pessoas com T.A. apresentam baixa auto-estima, sentimentos de desesperança e pavor de tornarem-se gordas. Os T.A. desenvolvem-se como uma maneira inadequada de lidar com stress e ansiedade.

EMAGRECIMENTO
Comida não é solução para problemas emocionais! Deixar de comer também não! Emagrecimento deve supor saúde, bem estar e respeito ao biotipo e à individualidade de cada uma! É possível sim ter um peso que a deixe bonita e elegante! Procure um peso viável que lhe permita curtir a vida e não morrer por ele! Se você come ou deixa de comer por ansiedade trate essa ansiedade!

O MISTERIOSO “DESEJO” DE COMER

De repente, sem fome, a pessoa sente um impulso incontrolável e ingere uma grande quantidade de comida em curto período de tempo. O faz muito depressa, quase sem mastigar, na maioria das vezes às escondidas e é tomada de sensação de falta de controle sobre e o quanto come. Habitualmente o faz até sentir-se empanturrada, cansada ou pela presença súbita de outra pessoa. Depois se sente culpada, arrependida, ansiosa e sem autoconfiança. A quantidade de comida ingerida é variável de pessoa para pessoa. Contudo há a presença de um sentimento comum: a de falta de controle! E na compulsão a sensação de falta de controle é pior que a ausência do mesmo. Um brigadeiro, ingerido nestas condições, leva à barra de chocolate e a um sofrimento muito grande. Muitas dietas terminam aqui... A pessoa pode sentir vergonha ou inibição de dizer ao médico, que, na ausência de perda de peso, poderá “apertar” mais a dieta e os efeitos serão, justamente, piorar o quadro, levando a pessoa a outros ataques de comer. Dietas muito restritas levam ao aumento da incidência. Pessoas compulsivas são muito mais vulneráveis à depressão, ansiedade e ao stress. Comem para “sanar” os efeitos desses sentimentos negativos. Tem dificuldade para “ler” e identificar suas emoções, confundindo-as com fome. Habitualmente, são pouco assertivas, têm dificuldades de relacionamento afetivo e de resolução de problemas. A psicoterapia deverá identificar e tratar os outros fatores, fora a fome, que levam a pessoa a comer. O objetivo deve ser levá-la a substituir a comida por soluções mais adequadas e adaptativas para suas emoções negativas. Trazer a comida para sua função real. Identificar se o excesso de comida tem alguma função inconsciente na vida da pessoa. O emagrecimento virá como conseqüência do controle dos “ataques de comer”.

COMPULSÃO ALIMENTAR : TAMBÉM UMA SENSAÇÃO

A compulsão alimentar ou episódios de comer compulsivo, por definição, consiste na “ingestão de uma grande quantidade de comida em período curto de tempo”. Essa quantidade é definida como “definitivamente superior do que a maioria das pessoas conseguiria comer durante um período de tempo igual e sob circunstâncias similares”. Mas, a característica básica dos episódios compulsivos é a presença da sensação de falta de controle sobre o que e o quanto come. Por exemplo, uma pessoa que vá a um rodízio de carne ou pizza, ou a uma feijoada, o faz por prazer e consciente de que irá comer mais, bem além do limite de saciedade. Sabe que é uma circunstância atípica e antes, durante e depois não é acometida de pensamentos, sensações e emoções negativas. O que difere da compulsão alimentar? Em nosso amigo que foi ao rodízio a lambança alimentar não contaminou o comportamento futuro. Fica restrito àquele episódio. Na compulsão alimentar, se a pessoa sentir a sensação de falta de controle, mesmo que não tenha exagerado na alimentação, aciona o gatilho de outros episódios compulsivos. Quando come um único brigadeiro e sente que perdeu o controle, estando em dieta, por exemplo, essa sensação desencadeia uma gama de emoções e pensamentos que o leva de novo ao prato e a outros episódios, aí sim, autênticas orgias alimentares. Na clínica podemos observar que muitas pessoas que precisam emagrecer e tem o problema trabalham mentalmente no “tudo ou nada”. Caso comam um bombom devoram a caixa toda e mais. Ou estão em uma dieta drástica, ou se excedem copiosamente. Perdido por um... O glutão para de comer e não pensa mais em comida por algum tempo. O compulsivo para de comer e continua pensando em comida. Arrependido, jura não maiôs fazê-lo, até o próximo episódio. Os sentimentos narrados pelos compulsivos são muito diferentes do comilão não compulsivo. Durante a comilança, compulsivos alimentares e bulímicos referem confusão de sentimentos, vontade de comer tudo o que vem pela frente, sensação de fraqueza e muita ansiedade. Terminado o episódio compulsivo os sentimentos são de raiva, tristeza, sensação de fracasso, arrependimento e culpa. É necessário considerar, mais que o conceito de compulsão, a pessoa que a apresenta. O que ela avalia como excesso, o que sente antes, durante e depois desses episódios. E a reação a essa sensação.

OUTRAS ALTERAÇÕES DO COMPORTAMENTO ALIMENTAR

É fundamental que estejamos atentos para o fato de que a presença dos “ataques de comer” dos episódios compulsivos são a principal causa de abandono de tratamentos e dietas para emagrecer. Muitos pacientes, após um episódio ou a repetição dos mesmos, sentem-se culpados, deprimidos, impotentes diante de uma força que lhes foge ao controle, tendo sua autoconfiança solapada. Sentindo-se desconfortáveis e inadequados, interrompem o tratamento. Para atenuar a própria culpa, projetam-na no profissional que os atende e que “não resolveu” o problema . Ganham peso, amargor, procuram outros profissionais em que, inicialmente, depositam a esperança do milagre. O ciclo se repete , vem a desistência e mais um profissional é “riscado” da lista...De fracasso em fracasso, vai acumulando amargura, ansiedade, desamparo e cronificando seu calvário... Se a compulsão alimentar estiver presente e não for tratada INVIABILIZARÁ os esforços do paciente no sentido de emagrecer. Não é mais um “problema de dieta”! Mas da tal “força” que vem e o leva a fazer justamente aquilo que sabe que não deveria...COMER SEM FOME.
Outras alterações do comportamento alimentar são autênticos entraves ao comportamento nutricional:

- Transtorno do Comer Noturno : A pessoa ingere mais de 50% das calorias Após a última refeição. Come compulsivamente à noite, tem insônia e amanhece sem fome, permanecendo assim pela manhã. Este quadro é mais freqüente em homens.
- “Craving”: “Urgência” para certos alimentos. A pessoa sente uma necessidade irrefreável de comer um determinado tipo de alimento ou um alimento específico. Apresenta uma ansiedade crescente antes dos episódios e alívio depois. É um “ataque de comer seletivo”.
- “Wibling”: Beliscar entre as refeições. A pessoa come sem fome entre as refeições, servindo-se de pequenas quantidades de comida. Narra estes episódios como “prazeroso”.
- Ataque de comer parcial : Episódio semelhante ao ataque de comer, mas que não preencha todos os requisitos para compulsão alimentar
- Transtorno do Comer Compulsivo : Ingestão de uma grande quantidade de comida num período curto de tempo, com sentimento de falta de controle sobre o que e o quanto come, com sentimentos de culpa, vergonha, auto depreciação, podendo ingerir o alimento às escondidas e apresentando publicamente comportamento alimentar adequado.

Os comedores compulsivos comem quando não estão com fome. Qualquer emoção mais forte, negativa ou positiva, provoca uma reação de aproximação da comida. Comem quando estão tristes, alegres, com raiva, solitários, deprimidos, excitados ou diante de qualquer outra emoção ou situação. Sentem-se compelidos a comer.
Alguns autores questionam se o benefício do comedor compulsivo não seria o afastamento de sua real problemática. Muitos comedores compulsivos parecem mais preocupados com o emagrecimento do que em tornarem-se magros. Num certo aspecto ficam mais preocupados com o ato compulsivo em si, do que com os fatores de stress ou ansiedade que o geraram. A mulher insatisfeita sexualmente volta-se para a comida e, mais que enfrentar sua problemática sexual, passa a preocupar-se com a compulsão alimentar que, sob este prisma, pode ser vista como um mecanismo de enfrentamento inadequado de situações problemas. O comportamento do compulsivo repete-se e perpetua-se em ciclos viciosos: após comer, abomina esse comportamento e, com isso, aumentam o stress e a situação de ansiedade que o levam de volta à comida.A intensidade dos excessos é diretamente proporcional ao grau de comprometimento da auto-estima.
Contudo, nem todo comedor compulsivo se excede. Existem aqueles que comem mais, com maior freqüência, que criam hábitos alimentares diversos e não motivados pela fome, como comer alguma coisa toda vez que passam pela cozinha. O determinante é o comer na ausência de fome. Outros não diferenciam outras sensações daquela da fome.Nem todo comedor compulsivo é, necessariamente, gordo. Exemplo disto são as modelos com peso clínico muito baixo, que comem freqüentemente “a mais” em situações de ansiedade e pela dieta quase crônica a que muitas se submetem. Muitas “saem do padrão” necessário ao exercício da profissão, sem tornarem-se gordas. Excessos compulsivos são documentados em “todos os pesos”.Estudos com jovens universitárias e com modelos femininos levantam alguns fatores preditivos da intensidade dos excessos: maior preocupação com alimento, dieta, busca da silhueta ideal, medo de perder o controle, insatisfação com a imagem corporal, inclusive por má avaliação da auto-imagem, autoestima ou autoimagem diminuídas e maior grau de stress e ansiedade.
O comedor compulsivo estabelece o alimento como “solução de problemas” ou redutor de tensão. Passa a utilizar a comida com “lenitivo” para sensações desagradáveis tão logo elas apareçam, mesmo num limiar muito baixo para serem percebidas e identificáveis com clareza. Um “sinal desagradável” leva automaticamente ao prato! Foi estabelecida uma ligação muito forte comida-segurança!
Acresce ao problema as pessoas que fazem “dieta crônica”. Apresentam uma “fome subliminar” latente, passível de ativação ao mínimo estímulo. Ao fazerem o que abominam, comer, desenvolve-se a culpa, que reforça a ansiedade, que leva de volta à comida... Outros apresentam uma “filosofia dietética” que consiste em submeter-se a rigorosas dietas para permitirem-se “comer tudo o que quiserem” logo depois e, em seguida passarem a nova e rigorosa dieta. Haverá, evidentemente, uma vulnerabilidade aumentada pela alternância “comer tudo o que quer” X “dieta apertada”.
O desconhecimento ou a inaceitação do próprio biotipo, a busca de ideais de beleza irreais, incompatíveis com as características individuais são cruciais na formulação da avaliação errônea da auto-imagem. Uma garota que tenha ossos grandes, músculos bem desenvolvidos, pode, erroneamente, avaliar-se “gorda” mesmo estando muito magra e se estiver com baixa auto-estima poderá querer “emagrecer” visando um ideal de beleza desvinculado de um escrutínio mais ponderado. Ou achar que o “ideal de beleza” é tudo aquilo que ela não é, ignorando a própria identidade estética...
O que sente o compulsivo? Diante de uma situação emocional que não identifica, refere urgência em comer, “angústia”, “aflição” e “não vê a hora de comer”.

VOCÊ, DIANTE DA “VONTADE DE COMER”

“O que eu faço quando me dá aquela vontade de comer e assaltar a geladeira?” Com certeza, essa é uma das perguntas mais freqüentes que ouvimos de um paciente que precisa emagrecer. Tudo ia bem, a dieta era personalizada, agradável, aí... Aquela vontade apareceu, si lá de onde e...lá se foi mais uma dieta...O que fazer ? Existem “dicas” práticas para quando estivermos diante “dela”?
Controlar essa vontade é adquirir a capacidade de escolha de formas de comportamentos alternativos ao comportamento de comer. Não se trata de “forçar” a pessoa a não comer, mas desenvolver-lhe a capacidade de escolha. Ela irá seguir ou não o impulso. Escolherá entre uma gratificação imediata, comer, e uma recompensa em médio prazo, ser magra e saudável. O autocontrole desta vontade “irrefreável” de comer visa desenvolver a resistência à tentação e a persistência frente à adversidade. É A COMIDA QUE A CONTROLA? VAMOS INVERTER, CONTROLAR A COMIDA E EMAGRECER? A PRIMEIRA DICA É: GANHE TEMPO! COLOQUE ALGUMA ETAPA, TAREFA, ATIVIDADE PRAZEIROSA ENTRE O IMPULSO E A RESPOSTA! Exemplo: Márcia tem 19 anos e é bastante hábil em artes plásticas. Diz que quando trabalha com argila ou pintura “esquece da vida”. Por que não ir direto para seu atelier tão logo sinta ”vontade de comer”?

A vontade de comer é uma reação automática, não refletida ou raciocinada. Quem a tem, tão logo se sinta ansioso, irá para a comida como sendo a única opção, sem pensar, como fazemos quando dirigimos um carro. Realizamos trocas de marchas, aceleramos e freamos “sem pensar”.É um hábito interiorizado, adquirido e utilizado automaticamente, como quando nos utilizamos as regras gramaticais para nos expressarmos corretamente, sem pensar que elas existem.Para que haja o “descondicionamento” deste hábito ele deverá ser decomposto em etapas. O objetivo deverá ser levar a pessoa a raciocinar dentro do processo e não após e atuar de forma a antagonizá-lo. De outra maneira, o controle da vontade de comer é conseguido tornando conscientes para a pessoa esses dados até então automáticos. Para tanto, é necessário que se entenda as etapas do processo de autocontrole. Antes de qualquer coisa deverá compreender que o “desmanche” de um hábito arraigado há muito tempo requer paciência, perseverança e TEMPO. Mais importante que o resultado é o processo, que praticado, levará ao sucesso. Falhas e escorregões deverão ser vistos como oportunidades para aprendizado.
1. IDENTIFIQUE OS PRIMEIROS SINAIS DE PERIGO ANTES QUE SE CONVERTAM EM COMIDA – Através do registro de seu comportamento a pessoa anotará as sensações, situações, pensamentos, se está só ou acompanhada, o dia e a hora em que os sinais aparecem, o que a faz pensar em ir comer. O que sente, o que pensa e o que faz. O simples fato de anotar é a primeira forma de adiamento da gratificação, além de trazer informações importantes e relações entre situações diversas e o comportamento alimentar que a pessoa desconhecia.
A primeira descoberta, nem sempre tão óbvia, é que não é a fome o estopim para a comida. Comumente ansiedade, stress, tristeza, preocupação, dificuldades interpessoais, de resolução de problemas, pensamentos desagradáveis, pessimismo, desesperança, baixa auto-estima, preocupação com dietas, ócio, hábitos adquiridos e outros são identificados . Uma primeira pergunta que a pessoa fará a si própria é “É FOME?”
2. INIBIÇÃO DA RESPOSTA AUTOMÁTICA – Identificado o primeiro sinal, a pessoa deverá lembra-se de questionar esse impulso, deverá tentar raciocinar dentro do processo. Explorar os pós e contras de “comer sem fome”. Quais as vantagens de ceder? E os prejuízos? Que outras coisas poderia fazer, fora comer? Se necessário, valer-se de lembretes colocados em local de fácil acesso.A finalidade é ir acostumando-se a um retardamento da gratificação, um ganho de tempo que permite o questionamento: “conversar consigo próprio”. Se o “diálogo interno” anterior era “estou ansiosa então vou comer” (embora automatizado), agora deverá ser “estou ansiosa e devo solucionar esta ansiedade de outra maneira e não comendo”. Quais as outras possibilidades? Muitas vezes, o simples decurso de tempo faz com que o impulso de comer enfraqueça ou desapareça!
3. GERAR ALTERNATIVAS- “O que eu poderia fazer em lugar de comer?” Deverá ser perguntado a si próprio. O maior número de alternativas possíveis deverão se geradas, sem críticas. A quantidade fará a qualidade e a escolha será efetivada depois. A alternativa deverá ser prazerosa! É fundamental! “Eu poderia visitar um amigo, fazer exercícios físicos, ir ao cinema, fazer uma caminhada, mexer com argila, etc”.
4. SELECIONAR AS ALTERNATIVAS- Examinar a viabilidade de cada uma. “Meu amigo não estará em casa, mas quem sabe digito um trabalho no computador”. Identificar medos ou inibições que bloqueiam alternativas promissoras. “Porque receio fazer aquilo que sei que deveria fazer? O que poderia acontecer? Quais seriam as consequências?” “Porque não quero caminhar se eu sei que me fará bem? Do que estou com medo?” Questionar a resistência em fazê-lo!
5.COLOCAR EM PRÁTICA A ALTERNATIVA ESCOLHIDA
6. AVALIAR OS RESULTADOS - Foi efetivo? Caminhar (ou outra alternativa) tirou-me da comida? Se a alternativa não foi efetiva, escolher outra, até que se consiga o resultado desejado. É necessária vontade e paciência. Vamos relembrar: preocupe-se com o processo e não com o resultado. Este virá naturalmente.
Mas vamos a algumas outras dicas auxiliares: Não existem alimentos proibidos, mas quando você for comer anote! “Vou comer um chocolate”. Claro que, se o chocolate é um alimento de risco, você não o terá em casa. Deverá ir comprá-lo e apenas uma unidade pequena. Aí já ganhou algum tempo. Depois, espere 15 minutos e coma lentamente esse chocolate. Saboreie, faça como o fazem os degustadores de vinho: coma com todos os sentidos.
O método é gradativo, progressivo. A pessoa deve gratificar-se após cada etapa cumprida. Não desanime. O comportamento alimentar errôneo foi adquirido e automatizado ao longo do tempo. Você está modificando uma estrutura vigente há muito tempo e isto requer esforço. Cada deslize deverá ser encarado como uma oportunidade para aprendizagem. Pode parecer algo artificial no começo, mas a pessoa vai automatizando as soluções! Vai mudando o diálogo interno, enquanto dentro da terapia, vai trabalhando e buscando soluções para os fatores quer a levavam a comer erroneamente. Emagrecer desta forma poderá parecer mais “lento”, porém os resultados serão individuais e sob medida para aquela pessoa e, portanto, muito mais duráveis!

CABEÇA MAGRA X CABEÇA GORDA

Comi um pedaço de bolo no trabalho. Era aniversário de uma colega. De cara pensei “está tudo perdido!” “Vou estragar minha dieta!”. Saí do escritório, passei em um supermercado e comprei doces e sorvetes. Afinal, “perdido por um...” Em casa, devorei tudo isso e muito mais. Dor, culpa, arrependimento e...mais comida. Final de mais uma dieta! Mais uma frustração, auto-estima lá em baixo! (Depoimento de Maria Lucia, 28 anos).
Esse relato, típico de pessoa com compulsão alimentar, revela o lado “gordo” de nossa amiga. Sua forma distorcida de avaliar a realidade a levou, como vem levando, a comportamentos errôneos em relação a seu peso, ao alimento. Pensamentos que refletem crenças errôneas, não questionadas.
Naturalmente todos os seus colegas comeram a fatia de bolo. Aqueles de “cabeça magra” voltaram a seu trabalho e não mais pensaram no assunto. Nem se iriam “compensar” deixando de comer isso ou aquilo na janta. Cada qual voltou para sua casa e tocou sua vida, inclusive em termos alimentares.
Qual a diferença entre eles e Maria Lucia?
Nela a perspectiva de comer um pedaço de bolo provocou, por experiências passadas, pensamentos automáticos distorcidos, do tipo “está tudo perdido”, “estraguei tudo” que a levaram a culpa e motivaram o descontrole.
Como poderia ter agido, se fosse possível voltar no tempo?
Seu comportamento está automatizado. Ela procede dessa forma sem perceber. Aceita, sem qualquer contestação, pensamentos distorcidos como verdadeiros sem sequer dar-se conta.
Enquanto não aprender a “desmontar” esse comportamento, será refém de situações desse tipo, por melhor que seja sua dieta. Lembre-se, pensamentos distorcidos geram comportamentos distorcidos e refletem crenças errôneas.
Neste caso é necessário identificar, estar atenta aos primeiros indícios desses pensamentos automáticos. Para isso devemos registrar os pensamentos da forma em que ocorrerem. Pergunte-se, “o que estou pensando agora?” “o que se passa em minha mente?” “... estraguei tudo!”, “está tudo perdido!”.
Após identificar esses pensamentos, questione-os. “Será que realmente estraguei tudo?” “Como posso justificar isso?” “Em que me baseio?” “Bem, comi um pedaço de bolo e acrescentei algumas calorias à minha dieta HOJE, mas, se eu parar agora, não terei estragado nada!” Pronto! Criamos ao menos a opção de nos comportarmos dessa ou daquela maneira! Colocamos a razão, a mediação entre o impulso e o ato de comer em si.
Procedendo desta forma, identificando, mediando e questionando esses pensamentos, eles serão substituídos por outros mais lógicos e que gerarão comportamentos mais adaptativos. Se não me sinto culpado de ter comido um pedaço de bolo, se compreendo que isso não é o caos, posso evitar o ataque de comer.  A sensação de falta de controle leva à culpa. A culpa gera ansiedade. A ansiedade leva a comida, que leva à sensação de flat de controle, que leva à culpa, que leva à ansiedade, que leva... Esse ciclo pode e deve ser interrompido questionando-se sua origem: formas errôneas de avaliar a realidade.
No começo do “desmanche” desse comportamento preocupe-se com o processo, não com o resultado. Este virá como conseqüência. Erros deverão ser vistos como oportunidade de aprendizado, não como fracassos.

- A pessoa sente “urgência” em comer, um impulso incontrolável que ocorre contra a vontade e apesar dos sinceros propósitos da pessoa em se controlar.
- Em público, muitos compulsivos apresentam comportamento alimentar normal, inclusive utilizando alimentos diet.
- Algumas pessoas são pegas de surpresa pelo “binge”, outras o planejam cuidadosamente.
- Costuma-se dizer que o compulsivo por alimento confunde outras emoções com a fome e que a compulsão alimentar é uma maneira inadequada de lidar com as emoções.

O QUE PROVOCA A COMPULSÃO ALIMENTAR

É provocada por ansiedade, tensão, stress, dificuldades afetivas, depressão, baixa capacidade de resolver problemas do cotidiano, dificuldade de relacionamento interpessoal e dietas muito restritivas. O compulsivo come por qualquer emoção forte, mesmo as positivas, que ficam associadas como sinais que levam à comida automaticamente, sem que disso tenham consciência. O ponto central da compulsão alimentar é a baixa auto-estima.
Como atuam as dietas de emagrecimento na Compulsão Alimentar?
Em qualquer processo de emagrecimento, é fundamental a reorientação alimentar. Na compulsão, porém, o paciente não consegue mantê-la. Como é levado à comida por estímulos outros que a fome, mesmo as mais equilibradas, saborosas e individualizadas dietas são auto – sabotadas.
O que sente a pessoa que come compulsivamente?
Basicamente uma urgência em comer. Uma espécie de “aflição” ou desespero que o leva a procurar alívio na comida. Porém esse alívio é de curtíssima duração e esse impulso se repete, agora acrescentado da culpa, sensação de incapacidade e fracasso, depressão, prejudicando ainda mais a auto-estima. Alguns referem pensar o tempo todo em comer; outros começam e não conseguem parar.


O TEXTO A SEGUIR É DE FONTE DESCONHECIDA PELA AUTORA DO BLOG

Uma droga. Um vício em forma de bolos, tortas, arroz e biscoitos. A comida é uma inimiga e a cozinha, o caminho mais curto para se chegar ao fundo do poço. O mal tem nome: transtorno de compulsão alimentar. Faz vítimas, sem escolher: homens e mulheres, jovens ou não. O traço mais marcante dos comedores compulsivos é a ansiedade e a tendência à depressão. São pessoas com sentimento de culpa, remorso, vergonha e solidão. E não adianta recorrer a regimes radicais. O período de abstinência dura pouco, e um alimento tentador ou uma situação que mexa com as emoções pode desencadear a compulsão novamente. Desconhecer o que acontece é derrota quase certa na balança. Como não emagrece, cresce a ansiedade, que leva a novos ataques de comilança.
A ansiedade é um estado caracterizado por medo, apreensão, mal-estar, desconforto, insegurança, estranheza do ambiente ou de si mesmo e, muito freqüentemente, pela sensação de que algo desagradável está para acontecer.
De um modo geral, ninguém come além do que precisa porque quer ou de maneira consciente. Comer além do necessário pode significar um descontrole. Esse descontrole pode estar ligado a outras questões da vida da pessoa, como por exemplo, a forma como administra suas finanças, o trabalho, as relações pessoais, etc. Lembrando que são idéias possíveis, não há regra para compreensão de cada ser humano. Apenas a própria pessoa é capaz de fazer uma analise correta de si própria ou um profissional adequado e especializado para tanto. As idéias desse texto têm o intuito de abrir a mente para reflexão, portanto, não deve servir de "manual". O ser humano é único e assim deve ser respeitado como tal. Afinal, cada um tem um histórico de vida, uma forma de se expressar e também de compreender o mundo a sua volta. Mas é possível uma analise geral que certamente abrirá portas na forma de se perceber. O inconsciente encontra caminhos "tortuosos" para realizar as necessidades básicas. Portanto, estar acima do peso pode ser reflexo de quando a pessoa não se sente segura, não sente que está equilibrada, percebe-se com auto-estima baixa, e, muitas vezes estar insatisfeita consigo e os quilos a mais podem representar uma barreira, uma forma de "proteção" no contato com o mundo exterior. Além disso, estar fora de forma, pode ser um sinônimo de descuido, um desleixo em relação as suas próprias necessidades, saúde, etc. Importante lembrar que a vaidade nem sempre é sinônimo de equilíbrio e bem estar, em excesso de cuidados, aprisiona a pessoa a um modelo de perfeição, muitas vezes, dificílimo de alcançar e que dirá de mantê-lo. O mais importante é estar satisfeito com o que se tem e quem se é. Se há necessidade de mudança, encontre caminhos adequados para tanto. É muito importante encontrar a felicidade no presente. É fundamental ter pequenos prazeres na vida, ter um sentido maior e dar sentido ao que se faz. Não se pode viver somente dos pequenos prazeres, como por exemplo, momentos de gula ou excesso de alimentos saborosos, mas não saudáveis. A vida deve ser equilibrada. Muitos estudiosos concordam que são vários os aspectos de equilíbrio na vida: saúde, família, relacionamentos, trabalho e ou estudo, ambiente físico (moradia), dinheiro, religião, desenvolvimento pessoal, etc. E você? Tem cuidado bem da sua vida? Se sim, mantenha suas ações, caso contrário, comece identificando onde está o problema e depois crie novos comportamentos satisfatórios.
“O início de um hábito é como um fio invisível,
mas a cada vez que o repetimos, o ato reforça o fio,
acrescenta-lhe outro filamento, até que se torna um enorme cabo,
e nos prende de forma irremediável, no pensamento e ação.” Orison Swett Marden





sexta-feira, 25 de março de 2011

EMAGRECIMENTO E ACUPUNTURA

Olá amigos!

Sei que estou em falta com vocês. Fiquei muitos dias sem postar nada, mas estava meio atrapalhada. Quando isso voltar a acontecer, não fiquem chateados comigo e nem acreditando que não estou nem aí pras postagens. Quando não faço é porque não deu mesmo. Mudando de assunto e indo ao que nos interessa mesmo, selecionei dois textos retirados de dois sites diferentes sobre auriculoterapia e o emagrecimento. Para as pessoas que nunca ouviram falar sobre o assunto, vale a pena se informar.  Essa terapia funciona muito, não só para quem quer emagrecer, mas deixar de fumar, ou mesmo, para tratar dores articulares, musculares, cefaléias, TPM, entre tantos outros problemas. É claro, não preciso nem dizer, que a auriculoterapia não substitui de forma alguma o tratamento médico.  Mas postei esses textos para explicar a eficácia da auriculoterapia no emagrecimento e também no tratamento dos distúrbios alimentares. Eu já fiz esse tratamento e foi ótimo. Emagreci bem mais rápido do que o normal (quando eu só fiz dieta). Junto à auriculoterapia, fazia reeducação alimentar  e exercícios físicos. Pra voês terem uma idéia eu pesava 65 kilos e e em menos de dois meses estava com 55 kilos. foi muito satisfatório.
Sendo assim, vamos aos textos. Boa leitura a todos!!
BJS

Com a maior disseminação de informações sobre a terapia holística, algumas técnicas ficaram mais conhecidas que outras. Uma que teve muito destaque foi a Auriculoterapia, que utiliza pontos de acupuntura localizados no pavilhão da orelha, pois conta-se que ela facilita a eliminação de peso, reduz a ansiedade e elimina a compulsão por comida. Na verdade, assim como a maioria das técnicas holísticas, a Auriculoterapia foca no equilíbrio total da pessoa. Excesso de peso, não é equilíbrio, é? Ansiedade e compulsão por comida também não! Mas cada pessoa tem suas características próprias - até no desequilíbrio... A alteração no peso de uma pessoa pode estar relacionada à busca (externa) de satisfação pessoal, ou procura por mais segurança, por exemplo. Cada pessoa tem seus motivos internos, padrões de pensamento e emocionais que resultam em desequilíbrio. O que não existe é um ponto "mágico" e igual para todo o mundo que, por si só, faz eliminar o excesso de peso. A Auriculoterapia é uma ferramenta natural e eficiente tanto na resolução dos bloqueios energéticos quanto como suporte na mudança dos padrões de pensamentos e sentimentos que causam o excesso de peso. Um bom profissional, além de achar e estimular os pontos na orelha, sempre aconselhará uma alimentação mais saudável, a prática de exercícios físicos e o acompanhamento de outros profissionais que auxiliem no processo.

Como funciona a Auriculoterapia?

Na Auriculoterapia temos um mapa ou reflexo de todo o corpo no pavilhão auricular. O terapeuta estimula pontos na orelha que correspondem aos órgãos e funções do corpo. Assim, pode interpretar e interferir no "todo" através de seu reflexo na parte (orelha). Ou seja, harmoniza e equilibra a pessoa com estímulos nos pontos que se encontram em desequilíbrio.
Essa técnica não apresenta efeitos colaterais. Pode-se escolher entre agulha de acupuntura, sementes, imãs, pedras e cristais para se estimular os pontos. Cabe ao terapeuta holístico capacitado a escolha dos estímulos mais adequados para ajudar a harmonizar o cliente e equilibrar o seu momento. 


EMAGRECIMENTO COM ACUPUNTURA
A ARTE DE PERDER PESO SEM PASSAR FOME

Todos buscamos fontes de prazer na vida. Uns conseguem prazer numa caminhada na beira de uma praia, outros conseguem prazer na prática sexual, outros em jogos, alguns conseguem prazer em estudos e descobertas, etc...o obeso sente prazer em COMER.
O obeso não come por fome excessiva. O obeso come para saciar uma vontade que lhe vem 'da alma'.
É como se algum mecanismo de troca em seu cérebro estivesse alterado. O obeso tentar tapar problemas pessoais com comida.

SIM,  DOUTOR.....MAS E DAÍ?

Bem...e daí que isso tudo tem tratamento. Essa é a melhor notícia.
A acupuntura atinge o obeso em regiões estratégicas. Veja abaixo onde a acupuntura atua no organismo quebrando o ciclo do aumento de peso.

 
* Apetite - A acupuntura regula " a vontade de comer " do paciente. Não há como se controlar a fome, visto que essa é apenas um aviso de que o organismo necessita de energia para se manter. Porém, há pontos de acupuntura em que se faz a regulagem do apetite, que nada mais é que a vontade de comer além daquilo que seu corpo realmente necessita.
* Eliminação - Outra coisa muito comum em pessoas com excesso de peso é a constipação (prisão de ventre constante). A acupuntura reeduca o sistema intestinal a eliminar fezes constantemente, colaborando assim na depuração corporal.
* Compulsão alimentar - A compulsão é um problema ainda mais grave que o apetite voraz. O comedor compulsivo não só tem prazer em comer excessivamente, como também se sente culpado ao término de sua gulodice. É o tipo de caso que durante muitos anos foi exclusivo de clínicas especializadas e que agora a acupuntura traz uma nova proposta a fim de minimizar esses sintomas. O comedor compulsivo é como que um "viciado em comer", e deve ser tratado de forma um pouco mais delicada.
* Qualidade do sono - A pessoa que dorme mal,  vive mal. O sono de baixa qualidade é um dos fatores agravantes do estresse e da ansiedade.
Um dos pontos principais do tratamento com acupuntura é resgatar a qualidade do sono do paciente bem como a sua capacidade de relaxar mesmo em situações adversas.
 

* Auto-estima - A visão imaginária que o gordo faz de si não é das melhores. Seus padrões de estética são alterados e muitas vezes até mesmo diferenciados. Dessa forma, fortalecer o que chamamos de "eu interior" do paciente, torna-se elemento indispensável à um bom caminho de volta na trajetória do emagrecimento.
* Ansiedade -  Todo obeso quer perder em dias o que ganhou em anos. E se não for dessa maneira, ele acha que não vai funcionar e que também não vale a pena tentar.

O obeso vive ansioso, dorme mal por ter a mente agitada e come excessivamente como se a comida fosse acabar a qualquer momento.
A acupuntura age nos centros reguladores da ansiedade como que um bálsamo calmante. Com o tratamento da acupuntura, o paciente se mantém em níveis de ansiedade sob controle e permite que, dessa forma, possa controlar sua alimentação de forma saudável e até mesmo seguir com algum rigor a sua dieta (coisa que ele nunca conseguiu fazer justamente devido aos altos níveis de ansiedade). 
Conforme se percebe, a acupuntura "cerca o dragão" da obesidade. Ela atua onde medicamento nenhum consegue chegar. A medicina chinesa trata a obesidade não como uma doença ou uma casualidade, mas sim como um distúrbio, um conjunto de sintomas que devem ser verificados caso a caso, de forma personalizada, visando não só o emagrecimento do paciente mas também como uma grande melhora em sua qualidade de vida.

Abaixo alguma perguntas bastante freqüentes de alguns pacientes sobre emagrecimento com acupuntura. 

1) Acupuntura emagrece mesmo?
- Não, acupuntura não emagrece. Quem emagrece é o paciente. É preciso entender que a acupuntura não tira um só grama da pessoa, mas a coloca em condições de começar a perder peso.

2) Se parar de fazer acupuntura a gente engorda tudo de novo?
- Claro que não. A acupuntura não é um medicamento de efeito passageiro. Ela regula o seu organismo e o coloca funcionando corretamente. Após  terminado esse processo, o paciente segue sua vida normal e retorna à acupuntura quando desejar e/ou precisar novamente. Mas não que a acupuntura o torne dependente disso.

3) Quantas sessões demoram pra eu perder 10 kilos?
- Demoram o suficiente. Cada paciente perde peso de acordo com a sua estrutura corporal e de acordo com o esforço que fará durante o tratamento. Se seguir uma pequena dieta associada a pequenas caminhadas, certamente acelerará  o processo de perda de peso.
Porém, se fizer acupuntura e comprar uma caixa de chocolates na primeira esquina...a situação se complica.


- Tratamentos arcaicos como a sutura em um ponto específico da orelha vem sido abolidos ao longo dos anos. Além de não proporcionar ao paciente um perfeito equilíbrio entre os sistemas orgânicos, a sutura auricular oferece riscos (desnecessários) de inflamação. Já houve casos inclusive de amputação da orelha por infecção.
4) É verdade que o tratamento é com uma sutura na orelha?

5) Mas então como é o tratamento?
- Existem pontos auriculares (nas orelhas) que são estimulados sim. Durante o tratamento no consultório, esse tratamento é feito com as agulhas comuns de acupuntura. Quando se encerra a sessão, são colocadas pequenas esferas de aço inoxidável (alguns profissionais utilizam sementes de mostarda com o mesmo efeito) em pontos estratégicos e são afixadas com esparadrapo Micropore*. Esse pontos acompanham o paciente 24 horas por dia, não saem no banho e duram cerca de 5 a 7 dias sendo trocados na próxima sessão.
Isso proporciona ao paciente um tratamento bastante consistente e sem riscos de lesões.
A acupuntura é isso. Um tratamento antigo e ao mesmo tempo sempre inovador que se adapta às necessidades do mundo moderno.


fonte: 
http://www.acupunturaesaude.com.br/emagrecimento_-_a_magia_de_eliminar_gordura.htm