Bem-Vindo ao Blog A AutoCura para os Transtornos Alimentares

Construi este blog para estender a mão para as pessoas que sofrem com algum tipo de distúrbio alimentar. Posso afirmar que se trata de postagens de auto-ajuda, de muita auto-ajuda. Neste blog você encontrará muitas mensagens escritas por mim, e muitas outras de varios autores, cujas idéias me identifiquei. Caso eu publique algum texto ou imagem sua e você não quer que seja compartilhada, por favor entre em contato que imediatamente a retirarei, mas saiba que só publiquei porque gostei muito. Tenho muito o que dizer para você que sofre (e sei que é muito) com essa guerra com a balança e com os alimentos.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

VICIOS

O que leva as pessoas a se drogarem?

 

Todos nós, em maior ou menor grau, carregamos uma inquietação interior. Muitas vezes chamamos essa inquietação de "ansiedade". Para algumas pessoas pode ser que essa inquietação não apareça tanto em forma de ansiedade, mas aparecerá na forma de algum outro desconforto qualquer: sensação de insegurança, tristeza, preocupação, medo e etc...
Nem sempre essas sensações são nítidas para nós, por que as carregamos por tanto tempo, que nos parece a maneira normal e natural de viver.
Prazeres momentâneos encobrem temporariamente esse sofrimento interior: comida, sexo, bebida, drogas, compras e outros são recursos que utilizamos para anestesiar um pouco essa incômodo que carregamos constantemente. Só que logo o prazer acaba, o efeito do anestésico passa, e precisamos de mais uma dose.
Atividades que exigem muito da nossa mente ou que absorvem a nossa atenção por completo desviam o nosso foco das sensações desconfortáveis que carregamos constantemente. Servem também como outra forma de nos anestesiar, e não entrar em contato com o sofrimento: Estudar demais, trabalhar em excesso, navegar na internet, jogos eletrônicos, televisão...
Esporte radicais e situações que provocam grande adrenalina também absorvem por completo nossa atenção e temporariamente ficamos ilusoriamente livres do sofrimento interior.
Observe que existem pessoas viciadas e compulsivas por todos os tipos de coisas: aposta, compras, drogas, trabalho, comida, exercícios, esportes radicais, televisão, internet, estudo, balada e etc... Todas essas coisas são utilizadas como um meio de sentir alívio temporário. O que nos vicia não é a atividade ou a droga em si, e sim, a sensação de bem estar que provoca momentaneamente. Se curarmos a causa real do vício, que é o sofrimento interior, deixamos de ter a necessidade do anestésico, pois não haverá mais nada a fugir. Ficamos viciados em mascarar o nosso desconforto, pois não sabemos como sentir alívio de outra forma.
Todo esse processo não é claro para a pessoa que está se utilizando desses métodos para se livrar do sofrimento. Parece que simplesmente dá uma vontade intensa de fazer algo e sem nenhuma razão aparente por trás. É como. por exemplo, uma vontade que pode bater a noite de comer um doce. O que nos levou a isso? Será fome? Não, muitas vezes já estamos bem alimentados. É o processo inconsciente de buscar um prazer para encobrir nossa inquietação interior. Em algum nível, todos nós utilizamos essas formas de fuga já citadas.
Ninguém se vicia por que foi influenciado por alguém. Uma pessoa que está em maior equilíbrio não será suscetível a esse tipo de influencia. E mesmo que resolva experimentar alguma droga, acabará não tendo muito interesse e não utilizará mais depois. As supostas influências só atingem aqueles que já estão realmente pré dispostos emocionalmente.
E do que é formado essa "ansiedade", "inquietação" ou sofrimento interior? É formado pelo acúmulo de sentimentos negativos: medos, preocupações, raiva, tristeza, abandono, rejeição, mágoas, culpa, solidão e etc... Acumulamos essas emoções ao longo da vida ao passarmos por diversas experiências negativas que nos deixam impregnados com sentimentos negativos.
Para que você tenha um exemplo claro do que é um "sentimento acumulado" é só pensar em algum evento passado que ainda causa desconforto emocional ao ser lembrado. Essa emoção que brota agora ao acessar a lembrança, é o resto do sentimento que foi gerado na época, e que não foi plenamente dissolvido ao longo do tempo, permanecendo em você até hoje. Imagine então quantas memórias existem dentro de nós com carga emocional, e o quanto isso pesa e contribui para o aumento do nosso sofrimento interior. E tudo normalmente acontece aos poucos, lentamente, sem a nossa percepção clara.
Todo e qualquer vício é uma busca inconsciente para se livrar dessa sensação incômoda que guardamos. Para eliminar o vício, é preciso eliminar as suas reais causas. Isso somente ocorre quando dissolvemos profundamente os sentimentos guardados.
Outro dia estava vendo na televisão sobre a "cracolândia" e as formas que o governo usa para lidar com o problema. A maioria delas miram nas consequências, como a repressão ao uso por exemplo. Todos aqueles que estão por lá são pessoas extremamente afetadas emocionalmente, quer elas tenham consciência disso ou não. E grande parte não tem consciência disso mesmo. Elas apenas sentem um impulso de usar a droga, e não tem noção de onde isso vem.
Mas é realmente um problema difícil de se resolver, porque a solução real passa pelo tratamento daquelas pessoas. É raro que o viciado tenha vontade de se tratar, e mesmo quando tem, os métodos de tratamento dificilmente tem um poder profundo de eliminação dos sentimentos negativos. A pessoa sai melhor, mas por dentro ainda guarda suas feridas emocionais e terá que se valer de esforço, e força de vontade para "combater" e reprimir o vício.
Por não ocorrer essa cura emocional profunda, o que vai acontecer com muitos, é a troca da válvula de escape. O alcoólatra deixa a bebida, e começa fumar. Ou começa a comer mais e engorda. Ou então precisa de antidepressivos.
Quando o trabalho emocional consegue realmente curar as feridas emocionais, a paz interior e os níveis de felicidade aumentam, e naturalmente aquele impulso de buscar algo externo simplesmente se extingue.
 
André Lima - EFT



segunda-feira, 3 de setembro de 2012

AUTOSSABOTAGEM

Autossabotagem e os ganhos secundários

 
 
 
 


Para cada situação negativa que mantemos na nossa vida, existem "ganhos secundários". São algumas aparentes vantagens que o nosso inconsciente encontra para nos manter em uma situação de sofrimento. Parece sem lógica, mas é assim que funciona. Vou explicar melhor o processo.


Atendi durante um tempo uma mulher que era advogada, funcionária pública concursada, que estava de licença médica por ter desenvolvido uma depressão. Durante os atendimentos, entre outras questões, ela relatou grande insatisfação com o trabalho dela, que desejava encontrar outra coisa, mas não sabia exatamente o que. Sentia muito medo de deixar a segurança do salário do emprego público. Pensava inclusive em trabalhar como terapeuta, mas ainda não tinha nenhum tipo de preparo. Era apenas um desejo por enquanto.

O estado depressivo foi rapidamente melhorando com o passar das sessões. E foi aí que surgiu um "problema". Ela sentia que uma parte dela não queria de forma alguma se curar, para não ter que voltar ao trabalho que a deixava tão insatisfeita. O medo de voltar era grande. A depressão trazia um ganho secundário de mantê-la afastada. Tivemos que aprofundar e trabalhar bastante esse medo para que isso não viesse a sabotar o seu progresso. Eu lembro que ela chegou a ficar muito bem, mas ainda precisava fazer mais sessões. Acabou não entrando mais em contato. Não sei depois se ela voltou a trabalhar.

Certa vez uma médica que foi aluna de um curso meu relatou o seguinte caso. Ela trabalhava em um posto de saúde e acompanhou um homem que sofria com turbeculose. Ele passou meses frequentando o posto e seguindo a risca o tratamento; acabou ficando curado. Depois que se curou, falou que surgiu uma tristeza e um vazio, por saber que não ia mais ter que ir ao posto de saúde e ter contato com as pessoas de lá. Ele se sentia cuidado.

Havia um ganho em se manter doente. Era certamente uma pessoa carente de atenção familiar. Em alguns casos a doença pode se prolongar por muito tempo, pois inconscientemente não queremos nos libertar dela por causa dos "benefícios" que ela nos trazem. É possível então que esse homem venha a desenvolver alguma outra doença para que possa ser novamente cuidado por alguém.

Esses são casos mais extremos de autossabotagem devido a ganhos secundários. Entretanto, isso não ocorre somente nesses casos mais intensos. Em maior ou menor grau, toda situação que negativa que não conseguimos nos libertar, nos traz algum ganho inconsciente. Esses ganhos as vezes podem ser fáceis de perceber, mas em outros casos podem ser tão estranhos e absurdos que nós não nos damos conta.

Lembro em um determinado momento da minha vida que percebi um pensamento muito sabotador na área profissional. Eu vinha crescendo bastante no trabalho como a EFT como terapeuta e professor da técnica, me libertando de um período de sete anos em que tive uma firma de engenharia que me trouxe enormes prejuízos. De repente me passou um pensamento: "e se eu realmente me livrar totalmente desses problemas financeiros e crescer a tal ponto de não ter mais que me preocupar com isso?". O que surgiu foi um sentimento de medo, um vazio, uma sensação de que eu ia ficar sem objetivo na vida.

Isso ocorreu por que durante anos da minha o meu maior sofrimento era tentar sair das dívidas, mas eu ficava cada mais atolado. O meu grande objetivo era acabar com isso. Minha mente era preenchida com essa "luta". Acabei me apegando a esse personagem que lutava eternamente e não conseguia nada. Resolver a questão financeira seria acabar com esse personagem com quem eu acabei gerando um senso de identificação. Mantê-lo me trazia um aparente ganho: ter um objetivo, uma vida preenchida, por mais doloroso que fosse.

É óbvio que eu poderia preencher a minha vida com coisas mais saudáveis. Mas o processo não é racional. Passa por uma lógica inconsciente que nos leva a uma grande autossabotagem.

Uma mulher que se relaciona com um homem que a trai constantemente, ou que bebe muito e é violento, tem sempre ganhos em se manter nessas situações. E são vários os possíveis ganhos vamos ver alguns:

- Ser vista como uma mártir, uma pessoa boa, compreensiva e até espiritualizada; ganhar atenção e reconhecimento por isso.

- Manter a identidade da vítima (apego ao personagem) e colocar a culpa do seu sofrimento no marido e dessa forma não assumir a responsabilidade de mudar. Assumir a responsabilidade pela própria vida é uma libertação, só traz benefícios. Só que o processo de transição de sair da vítima e cair na real pode ser bem doloroso. Além disso, a quem ela vai culpar se por acaso se separar e ainda assim não conseguir ser feliz?

- Com sua baixa autoestima (sentimentos de menos valia, não merecimento, devido a culpas e rejeições que vem acumulando na vida); ela tem desejos inconscientes de sofrer e se punir e esse relacionamento preenche essa necessidade

Vemos então que os ganhos secundários em manter um problema podem ser de diversos tipos: Receber reconhecimento e atenção; ser cuidado pela família; Tirar licença do trabalho e até se aposentar antes do tempo; manter um personagem ao qual estamos muito apegados inconscientemente; preencher a vida com uma causa; culpar os outros pela própria infelicidade e não ter que ver a sua parcela de responsabilidade; punir a si mesmo devido a baixa autoestima; e etc...

E você? Que situações difíceis você vem mantendo, e quais os possíveis ganhos inconscientes. Faça a pergunta para si mesmo, mantenha a mente aberta para o que pode surgir. Talvez você se espante com as respostas. Trazer isso a luz da consciência é super importante para se libertar.


terça-feira, 29 de maio de 2012

22 anos de compulsão alimentar eliminada com EFT


Nota: Você entenderá melhor esse texto se já tiver lido o manual da EFT. Para receber o manual sem custos, acesse:
http://www.eftbr.com.br/manual-gratuito.asp





O que leva alguém a comer além do que o corpo precisa, ou mesmo comer compulsivamente?


Guardamos uma intranquilidade emocional dentro de nós, a qual chamamos de "ansiedade". É o somatório de sentimentos mal resolvidos: culpas, medos, tristeza, rejeição, mágoas, preocupações e etc... Todos nós sofremos de algum grau de ansiedade. Quando esse nível começa a se elevar, buscamos fugas em prazeres que mascaram temporariamente o nosso desconforto.
A comida é uma das fugas mais utilizadas. O ideal seria reconhecer, sentir e curar esses sentimentos, assim a compulsão simplesmente deixaria de existir, pois não haveria mais nada para fugir.
Veja o depoimento de Telma a seguir, como ela conseguiu se curar cem por cento de uma compulsão alimentar de 22 anos, depois de ter se libertado de vários sentimentos guardados.
André Lima

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Vou começar com uma retrospectiva.  Nunca fui gorda/obesa, mas aos 12 anos eu parei de crescer e engordei uns 3 ou 4kg.  Logo fui cobrada pelo meu pai, e por mim mesma, de emagrecer.  Minha mãe e minha irmã sempre foram magérrimas e nunca tiveram problema com alimentação, sempre puderam comer de tudo e eu morria de inveja disso.
Então, aos 12 anos, comecei minha primeira dieta.  E, logo depois da primeira dieta, veio a compulsão alimentar. Eu me cobrava tanto de fazer a dieta à risca que quando cometia algum deslize, “chutava o balde”, recomeçava no dia seguinte.  Isso é bem comum em quem faz dieta.  Pois é... o perfeccionismo, a cobrança, a privação e “otras cositas mas” me levaram à compulsão. 
Tinha vergonha de comer em publico e comia quantidades absurdas de comida escondida.  Comia comida do lixo (de casa).  Comia coisas até ruins só para me empanturrar.  Uma loucura.  O assunto “comida” consumia “200%” do meu tempo.  Eu acordava e dormia pensando no que eu ia comer, não ia comer, podia comer, não podia comer.  Deixei de ir a muitas festas e eventos com medo da comida.  Tinha medo de “surtar” e começar a comer sem parar na frente das pessoas.  Muitas vezes, antes de ir para alguma festa ou evento, comia compulsivamente para chegar lá e parecer “normal”.  Passei muito mal com comida, me entorpecia.  Deixei de viver muita coisa por causa disso.
Foram muitos anos de dieta, compulsão, engorda, emagrece até eu começar no caminho do autoconhecimento e perceber que eu poderia me curar deste distúrbio.  Fiz tudo que existe na face da terra em busca da minha cura.  Todas as técnicas, ferramentas, terapias, cursos, etc que eu ouvia falar, eu experimentava.  Sempre acreditei que conseguiria ter um comportamento “normal” com a comida.  Melhorei um pouco, mas nada me curava completamente.  Nesta minha busca, percebi que eram medos, raivas, culpas, autopunições, cobranças, sapos engolidos, falta de auto-aceitação que me faziam comer descontroladamente.  Digamos que eu melhorei uns 50% com tudo isso, mas o “inferno” continuava.  Ainda tinha crises de compulsão, a briga com o peso não acabava.. Enfim.. Um horror! 
Conheci a EFT em 2009, mas não dei muita importância.  Em 2011, seguindo minha intuição, resolvi fazer um curso do Andre.  Nem lembro como cheguei até ele.  Já tinha lido a apostila no site, já sabia utilizar a técnica, mas estava me sentindo insegura e com duvidas.  Depois do primeiro curso, comecei a fazer EFT para o vicio por chocolates.  Fazia sozinha em casa (sou muito determinada e disciplinada).  Em pouco tempo, o vício diminuiu.  O que me ajudou muito, pois o pior alimento para mim era o chocolate.  Em paralelo, fazia sessões de EFT com o Luiz Antonio Berto (www.vivenciaemcura.com.br / email: luiz@vivenciaemcura.com.br) e limpava medos, raivas, inseguranças, carências, culpas, autossabotagens, autopunições, etc.  Como eu tinha outros dois assuntos que “estavam pegando”, não foquei no assunto “comida” em muitas sessões... Não posso dizer que “em uma sessão de EFT eu curei minha compulsão por comida que durava 22 anos”.  Mas mesmo não tratando diretamente da comida, conforme eu limpava sentimentos e emoções negativas, a “coisa” com a comida melhorava também.  Todas foram importantes para a minha cura.
Fiz muitas sessões, liberando conteúdos emocionais que eu não fazia ideia que guardava e também limpando conteúdos que eu já tinha consciência, mas, mesmo com a consciência, eu não tinha me libertado.  Eu sempre digo que “só” a consciência não resolve.  Ajuda, é claro.  É o primeiro passo!  Muita negatividade foi liberada.
Lembro com carinho de uma sessão que me ajudou muito no meu processo de cura da compulsão.  Vi uma imagem de quando eu era pequena, com 1 ano e meio, tentando matar minha irmã recém nascida.  Não sei se isso aconteceu de fato, mas sei que isso me libertou de culpas e autopunições gigantescas.  Como eu me punia? Com a comida, pois ser magra sempre foi uma coisa MUITO importante para mim.  Este dia foi libertador.  Outra sessão marcante foi quando trabalhamos a rejeição que eu sentia da minha mãe e o buraco emocional que ficou após o nascimento da minha irmã.  Isso entre outros assuntos, por exemplo, ficar gorda para me esconder dos homens, de ser chamada de gostosa na rua (detesto isso, acho um desrespeito).   Foram muitas emoções negativas liberadas com a EFT.
Hoje estou completamente curada.  Tenho quilos de chocolate em casa e como pouquíssimo.  Adoro comprar, ter em casa.  Me dá um prazer enorme comprar coisas gostosas.  Não preciso devorar tudo no primeiro dia como era antes.  A compulsão de 22 anos por comida (doces, biscoitos, bolos, tortas e chocolates era o que eu comia compulsivamente) é coisa do passado. 
O mais legal é que antes, quando eu ficava triste, nervosa, deprimida, com medo ou com raiva, eu descontava tudo na comida.  Hoje eu fico SEM APETITE!!!  Me sinto tão magra assim!!  As magras sempre perdem o apetite e emagrecem quando estão tristes!!  E hoje eu sou uma delas!! 
Outra coisa legal: hoje faço escolhas saudáveis NATURALMENTE.  Não gosto de comer comidas gordurosas, que me fazem mal.  Faço escolhas saudáveis por opção, me sinto bem assim.  Não consigo colocar no meu corpo alimentos que sei que me farão mal. 
Agradeço imensamente o carinho, cuidado, profissionalismo e amor do Luiz Berto.  Amo EFT, ensino pra todo mundo! E tenho uma gratidão profunda pelo Andre, que divulga este trabalho lindamente.
Continuo fazendo EFT semanalmente.  Todas as sessões são muito fortes, profundas e de muitas descobertas.  Desejo muita cura para todos. Com amor,

Telma Vieira - Contato: telma.vieira@uol.com.br  

Abraços,
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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Sofrer junto com o outro

Olá amigos!!

A postagem abaixo em um primeiro momento parece não ter nada haver com transtornos alimentares, mas não é bem assim. Muitas pessoas que desejam seu peso ideal acabam ingerindo uma imensa quantidade de comida, ou pessoas com anorexia, que entram em crise por causa da uma situação como a relatada na postagem a seguir.

A todos uma boa leitura!

Beijos, Daniela.


Por que sofremos junto com os outros, será por amor?


Certa vez um amigo me chamou para conversar sobre seu filho. Estava muito preocupado com o rapaz que andava deprimido já havia um tempo.  O pai não sabia o que fazer, como ajudar e sofria ao pensar na situação do filho. Falei que ele poderia recomendar ao filho um trabalho terapêutico que seria de grande ajuda, caso o rapaz aceitasse. Caso não aceitasse, não havia nada a ser feito, a não ser aguardar pacientemente.
Dei uma outra recomendação importante. Que ele mesmo buscasse um trabalho terapêutico, para que ficasse em paz diante do sofrimento do filho, mesmo que o rapaz não quisesse ser ajudado. Falei que seria muito bom que ele ficasse bem, ainda que seu filho estivesse atravessando uma fase difícil.
Nesse momento, ele me falou que tinha uma relação muito estreita como filho e que por gostar muito dele, não conseguiria vê-lo daquele jeito e ficar em paz ao mesmo tempo. Surgiu então uma crença muito comum: a crença de que quando alguém que nos amamos está sofrendo, temos que sofrer também e não podemos ficar em paz. Essa crença traz outras implicações, que são também crenças e pensamentos nos prendem ao sofrimento:
- Se eu fico em paz enquanto meu filho tem um problema sério, significa que não o amo;
- Se eu estiver feliz enquanto ele tem um problema, isso significa que não me importo com ele;
- Se eu ficar em paz, não vou tomar nenhuma atitude para ajudá-lo;
- As pessoas só agem para ajudar alguém quando eles sofrem ao ver o outro sofrer;
- Se elas não sofrem, é porque são pessoas frias e sem sentimentos;
- É preciso sofrer junto com o outro para se importar e fazer algo por ele;
- Não quero ser uma pessoa, fria, egoísta, ou insensível, por isso eu tenho que sofrer junto com ele;
- Sinto culpa em estar feliz enquanto o outro sofre;
- Ficar infeliz junto com o outro é uma forma de não sentir essa culpa;
- Não sofrer junto com o outro é abandonar e trair o outro;

Expliquei que tudo isso são crenças extremamente comuns, que servem apenas para produzir mais infelicidade. Nosso sofrimento não ajuda ninguém. Pelo contrário, sempre acaba atrapalhando. Seja a nós mesmos, seja ao outro, pois acabamos por se insistentes, preocupados demais e não respeitando o direito que ele tem de não buscar ajuda. Quando há sofrimento e insistência de nossa parte,  queremos que o outro mude logo, assim também acabaremos com o nosso sofrimento.  Parte dessa motivação em ajudar acaba sendo bastante egoísta.
O que então pode nos impulsionar a ajudar os outros, se estamos plenamente felizes e  em paz? O amor nos impulsiona. Não precisamos de nenhum tipo de sofrimento pra isso. O bebezinho nasce e nós sentimos um irresistível impulso de cuidar e ajudar. E quanto mais estamos felizes, melhores serão nossas atitudes e melhor será nossa ajuda.
O ego nos convence que precisamos sofrer junto com o outro e com isso acabamos fazendo parte do problema. Quem está infeliz, está fazendo parte do problema. É como se quiséssemos ajudar alguém a sair de um buraco de uma maneira equivocada. Estamos fora do buraco, aí entramos dele e pedimos que a pessoa suba em nossos ombro para que ela possa sair. Por alguma razão, ela não tem forças e não consegue. Agora, são dois dentro do buraco. Continuamos a insistir, a pessoa sem forças não consegue e nós acabamos por ficar lá dentro com ela.
Famílias inteiras entram dentro do buraco, quando tem algum membro com um problema mais sério, principalmente em casos de depressão, vícios e outra questões emocionais graves. Os membros da família sempre querem que o familiar doente busque ajuda. Insistem, ficam com raiva, preocupados, tristes, e isso nunca tem o poder de convencer aquela que não quer ser ajudado.
Os familiares ligam para o terapeuta  dizendo que o filho, ou a mãe precisa de ajuda urgente.  Como não foi o próprio "precisado" que entrou em contato para buscar ajuda, provavelmente não dará em nada.
Não vou dizer que é impossível, mas é muito raro que alguém consiga encaminhar o outro que não quer ser ajudado. Podemos apenas sugerir e deixar que ele procure o caminho. Quando um adulto quer, ele mesmo liga e agenda. Em alguns casos, pode ser que peça pra alguém pra fazer isso por ele. Mas quando o desejo não parte da pessoa em dificuldades, ela não chega até o tratamento, ou então chega e rapidamente abandona.  
A melhor forma de ajudar surge quando estamos e paz. Você olha alguém para dentro do buraco, e lá de cima, oferece sua mão para que a pessoa saia. Ela não consegue, aí você coloca uma escada e deixa lá a disposição. Mesmo assim, tem alguns que não sobem. E são muitas as razões inconscientes que levam alguém a agir dessa forma. Nem mesmo a própria pessoa sabe, nem enxerga que está se sabotando. Não passa pela lógica racional. Jamais conseguiremos entender plenamente o que se passa. É preciso que a própria pessoa acorde e tome a decisão de sair do buraco aceitando a ajuda oferecida.
 Quando tentamos convencer a todo custo, falando demais, brigando, insistindo, o efeito costuma ser o contrário e a tendência é que a pessoa se feche para ajuda cada vez mais. Estamos na verdade, em parte, querendo acabar com o nosso próprio sofrimento, pois precisamos que o outro mude para ficarmos em paz. Quando descobrimos que podemos ter a nossa paz interior independente do outro, surge o desapego. Não é desinteresse, e sim, desapego. Estaremos prontos para ajudar, mas sem aquela vibração de necessidade, medo, desespero e até raiva do outro durante a espera. Nesse estado não há também o sentimento de culpa em estar bem enquanto o outro está mal.
Respeitar a decisão do outro (ainda que seja uma decisão inconsciente) de permanecer dentro do buraco é um ato de amor e consideração. Aguardar pacientemente, de forma desapegada, é também um ato de amor. Quando agimos dessa forma, nosso poder de influência se torna bem maior, por mais que pareça o contrário.

André Lima - EFT







quinta-feira, 19 de abril de 2012

NÃO DESISTA NUNCA

Olá amigos!

Gostaria de dedicar este texto a todos aqueles que têm sonhos e acreditam e alimentam seus sonhos, em especial a uma paciente e amiga que conseguiu a sua autocura quanto à compulsão alimentar (um beijo B.). Foi ela quem me mostrou esta mensagem tão especial escrita pela Martha Medeiros. Não dava para não compartilhar com vocês.

Espero que todos tenham muita força no pensamento para buscar sua cura. Não deixem de acreditar que vocês podem conseguir, porque é justamente esse “não acreditar” que nos coloca em posição de desvantagem, de fraqueza diante dos obstáculos, diante da resistência imposta pela compulsão alimentar, ou seja lá o que for que você quer se libertar.

Um beijo enorme!
Dani


NÃO DESISTA NUNCA

Se você não acreditar naquilo que você é capaz de fazer; quem vai acreditar? Dizer que existe uma idade certa, tempo certo, local certo, não existe. Somente quando você estiver convicto daquilo que deseja e esta convicção fizer parte integrante do processo. Mas quando ocorre este momento? Imagine uma ponte sobre um rio. Você está em uma margem e seu objetivo está na outra. Você pensa, raciocina, acredita que a sua realização está lá. Você atravessa a ponte, abraça o objetivo e não olha para traz. Estoura a sua ponte. Pode ser que tenha até dificuldades, mas se você realmente acredita que pode realizá-lo, não perca tempo: vá e faça. Agora, se você simplesmente não quer ficar nesta margem e não tem um objetivo definido, no momento do estouro, você estará exatamente no meio da ponte. Já viu alguém no meio de uma ponte na hora da explosão... eu também não. Realmente não é simples. Quando você visualizar o seu objetivo e criar a coragem suficiente em realizá-lo, tenha em mente que para a sua concretização, alguns detalhes deverão estar bem claros na cabeça, ou seja, facilidades e dificuldades aparecerão, mas se realmente acredita que pode fazer, os incômodos desaparecerão. É só não se desesperar. Seja no mínimo um pouco paciente. Pois é, as diferenças básicas entre os três momentos são: ESTOURAR A PONTE ANTES DE ATRAVESSÁ-LA. Você começou a sonhar... sonhar... sonhar! De repente, sentiu-se estimulado a querer ou gozar de algo melhor. Entretanto, dentro de sua avaliação, começa a perceber que fatores que fogem ao seu controle, não permitem que suas habilidades e competências o realize. Pergunto, vale a pena insistir? Para ficar mais tangível, imaginemos que uma pessoa sonhe viver ou visitar a lua, mas as perspectivas do agora não o permitem, adianta ficar sonhando ou traçando este objetivo? Para que você não fique no mundo da lua, meio maluquinho, estore a sua ponte antes de atravessá-la, rompa com este objetivo e parta para outros sonhos! ESTOURAR A PONTE NO MOMENTO DE ATRAVESSÁ-LA. Acredito que tenha ficado claro, mas cabe o reforço. O fato de você desejar não ficar numa situação desagradável é válido, entretanto você não saber o que é mais agradável, já não o é! Ou seja, a falta de perspectiva nem explorada em pensamento, não leva a lugar algum. Você precisa criar alternativas melhores. Nos dias de hoje, não podemos nos dar ao luxo de sair sem destino. O nosso futuro não é responsabilidade de outrem, nós é que construímos o nosso futuro. Sem desculpas, pode começar... ESTOURAR A PONTE DEPOIS DE ATRAVESSÁ-LA. No início comentei sobre as pessoas que realizaram o sucesso e outras que não tiveram a mesma sorte. Em primeiro lugar, acredito que temos de definir o que é sucesso. Sou pelas coisas simples, sucesso é gostar do que faz e fazer do que gosta.Tentamos nos moldar em uma cultura de determinados valores, onde o sucesso é medido pela posse de coisas, mas é muito mesquinho você ter e não desfrutar daquilo que realmente deseja. As pessoas que realizaram a oportunidade de estourar as suas pontes de modo adequado e consistente, não só imaginaram, atravessaram e encontraram os objetivos do outro lado. Os objetivos a serem perseguidos, foram construídos dentro de uma visão clara do que se queria alcançar, em tempo suficiente, de modo adequado, através de fatores pessoais ou impessoais, facilitadores ou não, enfim o grau de comprometimento utilizado para a sua concretização.

A visão sem ação, não passa de um sonho. A ação sem visão é só um passatempo.  A visão com ação pode mudar o mundo.


“Jamais desista daquilo que você realmente quer fazer. A pessoa que tem grandes sonhos é mais forte do que aquela que possui todos os fatos.” Jackson Brown
“Não desista, vá em frente. Sempre há uma chance de você tropeçar em algo maravilhoso. Nunca ouvi falar em ninguém que tivesse tropeçado em algo enquanto estava sentado.” Charles F. Kettering


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

PNL PARA EMAGRECER


A ESTRATÉGIA DAS PESSOAS

NATURALMENTE ESBELTAS

            Talvez você esteja fazendo ou já tenha feito regime para emagrecer, ou tenha amigos ou parentes que tentam sem cessar perder peso e mantê-lo. Muitas pessoas que fazem regime lutam a vida toda para perder peso, enquanto outras mantêm-se esbeltas sem nenhum esforço.

Fatores para a perda de peso

          

Problemas de peso podem resultar de inúmeras causas. Um dos pontos básicos para facilitar a perda de peso é adotar a estratégia das pessoas naturalmente esbeltas. Se quiser perder peso, talvez esta estratégia alimentar seja a única coisa que lhe falta. Pelo menos, será um primeiro passo para você se tornar uma pessoa naturalmente esbelta. Algumas pessoas que querem perder peso já possuem esta estratégia. Precisam apenas de outras mudanças para tornar possível a perda de peso. Em outros casos, aprender esta estratégia alimentar é um passo importante, mas são também necessárias outras mudanças. Por exemplo, as pessoas às vezes comem demais quando estão infelizes ou estressadas, porque comer é uma forma simples de ter prazer na vida. Lidar com a infelicidade ou reduzir o estresse, em geral, elimina a necessidade de comer demais. Outras pessoas comem razoavelmente bem, mas não fazem exercícios físicos suficientes para manter o peso. Encontrar uma maneira prazerosa de se exercitar, e que combine com o seu estilo de vida, é em geral um fator importante. Algumas mulheres não têm uma maneira positiva de reagir a cantadas sexuais. Estar acima do peso, e deixar de ser atraente por isso, pode ser uma maneira eficiente de evitar tais situações. Quando se aprende a reagir bem ao flerte e a dizer "não" com firmeza quando necessário, a necessidade de ter um peso acima do normal desaparece. Outros fatores, por vezes, estão relacionados ao problema de peso. Já que cada pessoa é especial, nossa abordagem é sempre encontrar o elemento-chave em cada caso. Como a estratégia das pessoas naturalmente esbeltas oferece uma base para uma perda de peso adequada e fácil, nós a apresentaremos com mais detalhes. Daremos um guia passo a passo, para que o leitor possa treinar e aprender a estratégia sozinho.

Descobrir a estratégia para se tornar naturalmente esbelto


Quando estava na faculdade, às vezes me diziam: "Nossa, você tem sorte de ser tão magra! Eu não sou assim. Meu tipo físico é outro". Essas pessoas achavam que ser "magro" ou "gordo" era um acidente genético que não podiam controlar, e na época eu também acreditava nisso. Só voltei a pensar no assunto muitos anos depois, em 1979, quando estava ensinando a estratégia de PNL num seminário. Quase por acaso, descobri a estratégia ou "sequência de pensamento" que possibilita às pessoas tornarem-se naturalmente esbeltas. Conheci uma mulher que queria conhecer sua estratégia para decidir quando e o que comer. Clara estava mais de 50 kg acima do seu peso e queria emagrecer. Sua seqüência de pensamento era muito curta, e mostrava claramente por que ela era tão gorda: Ver a comida ? comer. Eu não acreditava muito que uma pessoa quisesse comer sempre que visse comida; então resolvi fazer um teste com Clara. Havia um pouco de comida na sala onde estávamos dando o seminário, e, de fato, assim que ela viu a comida, foi levada a comer. Ela não levou em consideração se estava ou não com fome, se a comida era ou não gostosa, se comer a afetaria ou não. Comecei a criar uma estratégia alternativa para Clara, a fim de dar-lhe uma melhor maneira de selecionar quando e o que comer. Meu objetivo era que ela tivesse uma maneira de se manter naturalmente esbelta. Mais tarde, pensando no assunto, dei-me conta de que usara minha própria estratégia! Era isso que tinha funcionado para mim durante anos. Nos últimos dez anos, ensinamos muitas outras pessoas a usar esta estratégia para selecionar o que comer, e recebemos informações de que elas perderam peso naturalmente, sem esforço. A maioria dos estudos sobre obesidade examinam as pessoas que têm problema de peso e como elas reagem a diversas dietas e métodos terapêuticos. Ao contrário, muitos dos padrões de PNL foram criados na tentativa de descobrir o que fazem as pessoas que conseguem manter o peso com facilidade. Uma vez que descobrimos o que fazem as pessoas naturalmente esbeltas, foi possível ensinar essa habilidade aos outros. As pessoas naturalmente esbeltas não se sentem obrigadas a serem magras. Não se sentem mal por "terem deixado de comer bem" e não restringem sua dieta. As que estão de regime fazem tudo isso. Ao invés de travar uma batalha constante com a comida, é muito mais fácil aprender a pensar e reagir da maneira que as pessoas naturalmente esbeltas fazem. A partir de nossas observações, pudemos verificar que a maioria das pessoas naturalmente esbeltas fazem o que eu faço, e as pessoas que têm problema de peso não. Eis o método que eu uso.

1. Em primeiro lugar, algo me faz pensar em comida. Os motivos podem ser vários: percebo que está na hora do almoço, alguém fala em comer, sinto fome ou vejo comida.

2. Verifico como está o meu estômago.

3. Pergunto-me: "O que cairia bem no meu estômago?"

4. Visualizo um alimento qualquer: um sanduíche, um prato de sopa, uma salada etc.

5. Imagino que estou ingerindo qualquer um desses alimentos. Penso no gosto da comida, sinto o alimento descendo pelo estômago e depois imagino como essa quantidade do alimento escolhido vai "bater" mais tarde no meu estômago se eu comer agora.

6. Se achar que essa sensação posterior é melhor do que não comer nada, mantenho o alimento como uma possibilidade. Se não, deixo-o de lado.

7. Depois, visualizo outro alimento que poderia ingerir.

8. Imagino estar provando este segundo alimento, sinto-o descer para o meu estômago e ficar dentro do meu organismo nas horas seguintes.

9. Observo minha sensação. Gosto mais desta segunda escolha? Se for o caso, mantenho este segundo alimento na mente, para compará-lo à minha próxima escolha.

10. Repito os passos 7,8 e 9 várias vezes, sempre pensando no tipo de alimento que me daria a melhor sensação após têlo ingerido. E comparo cada nova possibilidade com as anteriores.

11. Quando sinto que já comparei um número suficiente de opções, como o alimento que me fará sentir-me melhor após têlo ingerido.

A pessoa naturalmente esbelta poderá estar pensando, "Mas isso é óbvio. De que forma uma pessoa escolheria o que comer?" Mas a pessoa que tem problema de peso raciocina de outra maneira. Talvez pense: "E o que a faz deixar de comer chocolate, sorvete e outras comidas que engordam?!" A resposta é "nada". De vez em quando, como alimentos que engordam, em geral em pequenas porções. Nada me impede de comer alimentos que engordam. Entretanto, normalmente não tenho vontade de comê-los, pois, quando paramos para pensar, a maioria das comidas que engordam nos fazem mal algum tempo depois. Se me imagino comendo um prato inteiro de rodelas de cebola frita, a sensação de ter de digerí-las a tarde toda não é nada convidativa. Se penso em comer vários potes de sorvete na hora do almoço, imaginar o sorvete no meu estômago pelo resto da tarde me dá a mesma sensação desagradável, pesada. Por outro lado, se imagino um prato de sopa de legumes a sensação que este alimento vai causar no meu estômago e no meu organismo pelo resto da tarde, sinto-me bem melhor. No meu caso, esta experiência é muito mais atraente, e é por isso que em geral a escolho. Sem dúvida, cada pessoa reage de maneira diferente a diferentes tipos de comida. Um sanduíche de peru, ou uma salada de camarão podem fazer uma pessoa sentir-se bem o resto da tarde. Devemos nos lembrar que o que nos faz bem num dia pode não nos fazer bem no dia seguinte. Nosso corpo muda à medida que reagimos aos acontecimentos: o que comemos no dia anterior, nossas atividades, se temos dormido o suficiente, se estamos com frio ou calor etc. Qualquer alimento será atraente se não tivermos comido nada nos últimos três dias.

 O que fazer quando se come demais?


 Outra diferença entre as pessoas naturalmente esbeltas e as que estão sempre fazendo regime reside no que elas fazem quando comem demais algum alimento que engorda. Todo mundo exagera de vez em quando. Quando as pessoas que estão de regime comem demais, geralmente pensam: "Não consegui me controlar. Acho que sou um glutão. Vou ser gordo a vida toda, então é melhor me acostumar. Como não consigo seguir uma dieta, é melhor comer o que quiser e saborear a comida". Uma forte sensação de depressão, ou de baixa estima mantém vivo esse padrão. Por outro lado, eis um exemplo do que as pessoas naturalmente esbeltas fazem quando comem em excesso. Recentemente, demos uma festa em nossa casa, com jantar e várias sobremesas. Comi demais, muito mais do que como normalmente. Quando a festa acabou, notei que estava enfastiada - não apenas satisfeita, como fico normalmente, mesmo quando como bastante. Passei o resto da noite consciente do desconforto em meu estômago. "Que bom que estou sentindo isso", pensei. "Não vou mais comer dessa maneira durante um bom tempo." A experiência de ter comido em excesso deu-me a informação de que precisava para me motivar a comer deforma mais moderada no futuro. No dia seguinte, quando pensava no que comer, escolhia apenas pequenas quantidades de alimentos que continham pouco ou nenhuma gordura ou açúcar. Não porque achasse que tinha de comer esse tipo de comida; elas me atraíam naturalmente naquele momento.

Por que funciona



A estratégia das pessoas naturalmente esbeltas baseia-se em sensações boas - mais prazer e menos proibições. Quando se começa a pensar como as pessoas naturalmente esbeltas, não é mais necessário usar "obrigações" e "regras" para se obrigar a comer de forma a perder peso. As pessoas que comem demais em geral prestam atenção apenas ao gosto agradável da comida. Por outro lado, a estratégia das pessoas naturalmente esbeltas ensina a pensar no que vai nos proporcionar a melhor sensação a longo prazo. Comer sorvete demais pode ser agradável na hora, mas, se imaginarem como o estômago e o organismo vão se sentir depois de um excesso de açúcar e gordura, as pessoas perceberão que a longo prazo não é tão agradável assim. Essa estratégia funciona mesmo quando não contamos as calorias. Nosso corpo se lembra da reação a algo que já ingeriu. Isso cria uma motivação interna automática para comer bem - porque, no fim das contas, é mais agradável comer dessa maneira.
Greta queria perder peso e não tinha encontrado uma dieta que funcionasse para ela. Quando lhe falei da estratégia das pessoas naturalmente esbeltas, demonstrou interesse. Greta não acreditava que fosse possível perder peso sem esforço, mas achou que valia a pena tentar. Se funcionasse, seria um alívio. Comecei ensinando a Greta os passos indicados anteriormente. "Imagine-se num restaurante, enquanto pensa o que vai almoçar. Leia o primeiro item do cardápio. O que é?"  "Um empadão", respondeu. "Muito bem. Imagine um empadão... Agora, imagine que está comendo o empadão e sinta como ele ficaria no seu estômago pelo resto da tarde." Prestei atenção aos sinais não-verbais de Greta, para saber se estava seguindo minhas indicações, usando a parte do seu cérebro capaz de seguir cada um dos passos. Ela saiu-se bem até o passo sobre a "sensação". "Quer que eu sinta se estou ou não saciada?", perguntou. "Não se trata de saber se está saciada ou não", respondi. "Trata-se do tipo de sensação que tem no estômago. Se comer um empadão com recheio de queijo, a sensação será muito diferente da que teria se comesse um prato de legumes." Greta parecia confusa. "Não sei do que está falando", disse. "Acho que nunca percebi uma diferença de sensações. Sei a diferença entre me sentir bem ou mal, ou desconfortável. Se me sinto desconfortável, então como." Algumas pessoas que comem demais são como Greta. Não sabem diferenciar os vários tipos de sensações. Nem aprenderam a diferenciar o tipo de vazio que significa "Estou me sentindo só" da sensação de fome, que é um sinal para se comer. Levei algum tempo para ajudar Greta a diferenciar suas várias sensações emocionais. "Se todas as suas sensações emocionais estiverem classificadas em dois grandes blocos, "boas" ou "más", quando se sentir mal não saberá o que fazer para se sentir melhor. Não saberá quando comer, quando convidar um amigo para um cinema ou quando fizer qualquer outra coisa que satisfaça suas necessidades", eu disse. "Você passará a perceber a diferença se prestar atenção aos sinais internos, se observar que ações a fazem sentir-se melhor. Se tiver uma sensação desagradável e uma visita a amigos a fizer sentir-se melhor, você começará a reconhecer aquele tipo de desconforto como um sinal para visitar um amigo. Se sentir uma sensação desagradável e depois de comer a sensação ainda continuar, provavelmente a sensação não era de fome. É um sinal de que deseja outra coisa. Talvez esteja com raiva de alguma coisa e precise resolver esta questão. Talvez esteja entediada e queira fazer algo interessante ou empolgante." Greta compreendia o que eu dizia e começava a diferenciar a sensação de fome das demais. Mesmo assim, ainda tinha dúvidas. "Nunca fiz isto antes; portanto, não tenho experiência. Não sei a sensação dos diferentes tipos de comida no meu estômago. Então como vou aprender e comer desta maneira?", perguntou. "Neste momento, enquanto está aprendendo a estratégia, pode supor como seu estômago vai reagir a cada alimento a longo prazo. Não importa se vai acertar ou não, desde que use o sinal posterior para rever suas impressões. Após ter ingerido um alimento, observe como se sente. E a cada vez que se alimentar perceberá melhor o tipo de sensação que cada alimento provoca." Expliquei a Greta que, com o tempo, fui ficando cada vez mais específica em minhas previsões. Quando era mais jovem, muitas vezes comia demais, ou comia alimentos que me faziam mal depois. Esse tipo de experiência era exatamente do que eu precisava para ter mais informações a respeito de como iria sentir posteriormente certos alimentos. De vez em quando, eu até sabia que um alimento ia me causar desconforto, mas esse meu "conhecimento" não era muito real ou suficientemente forte. Cada vez que comia demais, observava como meu corpo reagia. Passei a ter uma experiência profunda do desconforto, e da próxima vez pensava duas vezes antes de ingerir aquele alimento. Todo mundo aprende com a experiência. E qualquer erro de previsão deve ser motivo de alegria, porque ele nos dará mais experiência no futuro. Levamos mais algum tempo repetindo o processo para que se tornasse automático para Greta. Prestei atenção às pistas não-verbais que indicavam que ela realmente estava realizando cada uma das etapas de maneira adequada. Cerca de um ano e meio depois, Greta nos contou que sua nova estratégia de alimentação tinha dado resultados. Havia perdido peso rapidamente, sem esforço. Embora tivesse, uma ou duas vezes, comido em excesso, conseguira interromper o processo, passando a comer pequenas quantidades durante vários dias, para que seu estômago voltasse ao tamanho normal. A partir daí, foi mais fácil para ela observar como seu estômago reagia a diferentes tipos de comida.


Qual é o peso normal?



Quando a pessoa usa a estratégia das pessoas naturalmente esbeltas, passa a manter o seu peso "normal". Este peso varia de pessoa a pessoa, dependendo de fatores genéticos, do nível de atividade e da maneira de pensar. Dependendo do seu tipo genético e de sua maneira de pensar, algumas pessoas serão mais pesadas do que outras. A idéia de que alguns de nós têm um "peso predeterminado" ao qual nosso corpo retornará é bastante difundida na literatura sobre controle de peso. Achamos que esse "peso predeterminado" muda quando a pessoa adota uma nova estratégia alimentar. Quase sempre, as pessoas passam a ter um peso "normal" mais baixo. Pessoas que sofrem de alergias alimentares, ou de doenças que exijam uma dieta especial, como o diabetes, também podem usar outros critérios para selecionar ou evitar certos alimentos. Se alguém tem alergia a milho, por exemplo, e imagina como irá se sentir a médio prazo se comer milho, poderá notar as sensações alérgicas, perceber como são desagradáveis e escolher outro alimento. Esta estratégia ajudará as pessoas que são alérgicas ou sensíveis a alguns tipos de alimento a evitá-los, sem criar conflito interno.

Passos da estratégia das pessoas naturalmente esbeltas


É possível adquirir a capacidade de escolher melhor os alimentos. Seguindo todos os passos seguintes com cuidado, você poderá alimentar-se como fazem as pessoas naturalmente esbeltas.  

1. Encontre um lugar onde possa ficar durante vinte minutos sem ser interrompido.

2. Pense primeiro numa coisa: Como sabe que está na hora de se alimentar: Quando vê a comida? Quando ouve alguém dizer que está na hora do almoço? Quando sente fome? Você pode também imaginar que está sentado à mesa onde se encontra a comida, olhando dentro da geladeira ou examinando um cardápio.

3. Preste atenção à sensação do seu estômago. Observe a qualidade da sensação. Não se trata apenas de saber se está saciado ou esfomeado, mas como se sente o seu estômago. Dependendo do que comeu da última vez, se está tenso ou relaxado, a sensação será diferente.

4. Pergunte-se: "O que cairia bem no meu estômago agora?" Não precisa dizer isto em voz alta, apenas pense na pergunta.

5. Pense num determinado alimento, algo que poderia comer. Imagine um sanduíche de peru, um doce, um prato de sopa de legumes, uma salada, ou qualquer outra coisa.

6. Agora, imagine que está comendo uma porção do alimento escolhido. Se pensou no sanduíche de peru, sinta a sensação enquanto a comida desce para o estômago. Pense em como se sentirá quando o sanduíche estiver no seu estômago e como seu corpo se sentirá nas horas seguintes.

7. Agora, compare esta sensação com a que tinha no estômago antes de imaginar que estava se alimentando. Qual das duas sensações prefere? Será que a médio prazo vai se sentir melhor, tendo comido o sanduíche do que se tivesse ficado sem comer? Se a resposta for positiva, mantenha a possibilidade de comer o sanduíche. Se negativa, descarte a possibilidade. Observe que está decidindo com base naquilo que lhe dará maior prazer a médio prazo. Não há motivo para comer algo que o faria sentir-se mal pelo resto do dia.

8. Agora, visualize outro alimento. Talvez um doce.

9. Agora você vai descobrir se quer realmente comer o doce. Imagine-se comendo o doce e sinta-o descendo para o seu estômago. Observe a sensação de estar com o doce no estômago nas horas que se seguem. Como se sente?

10. Compare a sensação do passo 9 com a melhor sensação que teve até agora (passo 7). Como esta sensação se compara com a que teria tido caso tivesse comido o sanduíche? Qual das duas sensações é mais agradável? Qual das duas o faz sentir-se melhor? Guarde na mente o alimento que lhe dá sensação melhor e mais duradoura.

11. Repita o mesmo processo (passos 8, 9 e 10) com outros alimentos. A cada vez, guarde na mente o alimento que o faz sentir-se melhor durante mais tempo.

12. Quando tiver comparado um número razoável de alimentos, de forma que o processo se torne natural, decida qual alimento lhe parece melhor. Agora, imagine que está comendo o alimento escolhido e sinta a satisfação que ele lhe proporciona.

Repetição extra

O método básico já foi exposto. Para ter certeza de que continuará a usá-lo de maneira automática, você deve imaginar cada um dos passos em várias situações diferentes. Imagine-se no seu restaurante predileto. Retome cada um dos passos, para escolher o que vai comer nesta situação. Depois, imagine-se em uma festa, e repita os passos. Imagine-se tomando café da manhã em casa, e repita os passos. Quando os passos se tornarem naturais, é um sinal de que o processo está se tornando automático e de que você poderá aplicá-lo no futuro da mesma maneira automática como antigamente escolhia a comida. Agora, pense em alguma situação específica na qual comia em excesso no passado. Há pessoas que comem demais em festas, outras que apenas o fazem quando estão sozinhas. Outras só comem em excesso um determinado tipo de comida: sorvetes, chocolates, pizza, comida chinesa etc. Repita novamente os passos em qualquer situação na qual costumava comer em excesso, para ter certeza de que a nova estratégia também foi assimilada naquela situação. A mesma estratégia permite à pessoa saber quando parar de comer. Sempre que estiver prestes a engolir outro pedaço, imagine como seu estômago vai se sentir dali a pouco. Você poderá parar no momento em que se sentir mais desconfortável do que se sente agora. Esta é uma maneira natural de parar de comer assim que se sentir saciado. Quando este processo tiver se tornado um hábito, é o que vai lhe acontecer rapidamente, sem ter de parar para pensar no assunto. Há pessoas que acham que devem comer tudo o que está no prato. Muitas comem tudo para "não jogar comida fora", esquecendo-se de que a comida é jogada na cintura! Se você pensa assim, pode comer pequenas porções, para sentir-se à vontade para repetir até ficar saciado. Outra maneira de lidar com essa situação é usar pratos pequenos. Pode parecer bobagem, mas ajuda as pessoas a comerem menos. É mais difícil colocar muita comida em um prato pequeno, portanto a pessoa não vai comer "apenas porque a comida estprato". Claro que sempre é possível repetir o prato, mesmo pequeno, mas neste caso trata-se de uma decisão consciente, e não de uma compulsão automática.

Leveza de Ser - PNL para emagrecer




"Nunca resisto à tentação, porque descobri que as coisas ruins não me tentam."

GEORGE BERNARD SHAW


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